Português

Manifesto

Nós, desempregados, “quinhentoseuristas” e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal.

Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país. Estamos aqui, hoje, porque não podemos continuar a aceitar a situação precária para a qual fomos arrastados. Estamos aqui, hoje, porque nos esforçamos diariamente para merecer um futuro digno, com estabilidade e segurança em todas as áreas da nossa vida.

Protestamos para que todos os responsáveis pela nossa actual situação de incerteza – políticos, empregadores e nós mesmos – actuem em conjunto para uma alteração rápida desta realidade, que se tornou insustentável.

Caso contrário:

a) Defrauda-se o presente, por não termos a oportunidade de concretizar o nosso potencial, bloqueando a melhoria das condições económicas e sociais do país. Desperdiçam-se as aspirações de toda uma geração, que não pode prosperar.

b) Insulta-se o passado, porque as gerações anteriores trabalharam pelo nosso acesso à educação, pela nossa segurança, pelos nossos direitos laborais e pela nossa liberdade. Desperdiçam-se décadas de esforço, investimento e dedicação.

c) Hipoteca-se o futuro, que se vislumbra sem educação de qualidade para todos e sem reformas justas para aqueles que trabalham toda a vida. Desperdiçam-se os recursos e competências que poderiam levar o país ao sucesso económico.

Somos a geração com o maior nível de formação na história do país. Por isso, não nos deixamos abater pelo cansaço, nem pela frustração, nem pela falta de perspectivas. Acreditamos que temos os recursos e as ferramentas para dar um futuro melhor a nós mesmos e a Portugal.

Não protestamos contra as outras gerações. Apenas não estamos, nem queremos estar à espera que os problemas se resolvam. Protestamos por uma solução e queremos ser parte dela.

Manifesto da Geração À Rasca (pdf)

51 respostas a Português

  1. Por mim, por ti, por todos! diz:

    Infelizmente a dura verdade é que só com palavras e canções nada vai mudar. Não existe diálogo quando os representantes partidários e governantes não têm palavra. O que todos reivindicam em sede de campanha politíca torna-se o oposto em sede de governação. A nossa justiça não é cega, nem surda, nem muda, é simplesmente corrupta. A justiça tem de ser imparcial, os responsáveis têm de ser punidos e servirem de exemplo para os seguintes, de que grande poder trás grande responsabilidade, doa a quem doer, sem excepções, sem perdão. Se a justiça não consegue por si só solucionar, então o povo terá de fazer a sua justiça. São tempos de guerra os que se avizinham. A guerra que Portugal nunca teve. Infelizmente não há guerra sem sangue, mas será esse sangue que ira garantir um melhor futuro, um futuro digno, um futuro justo, um futuro com esperança, para os nossos filhos e gerações seguintes.

    ” Ás armas! Ás armas! Contra a corrupção marchar marchar! “

  2. José Carlos diz:

    Uma sugestão para alteração da lei eleitoral

    Actualmente em Portugal é utilizado o método de Hondt para cálculo dos representantes escolhidos em eleições.
    Como temos círculos com uma dimensão razoável a proporcionalidade é afectada mas não dramaticamente.
    Mesmo assim um pequeno partido pode ter uma percentagem razoável de votos a nível nacional e não conseguir eleger ninguém.
    Para mim como eleitor é um factor desmotivador pois quando vou votar, o meu voto pode não contar para nada.
    Seria mais correcto que todos os votos contassem, não importa a solução. Um único círculo nacional, ou círculos como existem actualmente mas com mais um a nível nacional para contabilizar os votos que não foram considerados nos círculos normais, ou outra forma de tornar o resultado final justo. O resultado final podia ser exclusivamente proporcional ou então até podia existir uma fórmula que ajudasse a criar maiorias para tornar o país mais governável.
    Uma solução que para mim não faz qualquer sentido são os círculos uninominais, como já foi defendido há poucos anos, que serão uma óptima solução para os grandes partidos e muito má para os mais pequenos que dificilmente elegeriam algum representante.

    Não desistam da vossa luta.

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  5. Ulisses diz:

    O que restam a vocês é a REVOLUÇÃO meus caros

    Toda essa situação é fruto do CAPITALISMO e da exploração as classes trabalhadores e aos Jovens, sou do Brasil, sei que a Presidenta foi a Portugal,~fazer o quê??

    Não sabemos, porque o Governo Brasileiro é mentiroso, não confiem neles, dizem o Brasil está crescendo, a custa de empregos precários, das bolsas-esmolas, a renda per capita se reduziu e estamos entrando em Inflação Galopante, a maioria dos Jovens estão desempregados, como na Inglaterra, Espanha, Portugal, e etc, como também nos EUA, somos o futuro do Mundo e temos que tomar as rédeas

    Torcemos que vocês tomem o poder, que a juventude Brasileira e as classes trabalhadoras os apoiaram, estamos junto com os Europeus, com a juventude do Oriente Médio e demais contra essa situação catástrofica que a velha guarda nos deixou

    Abraçoss e que as Forças Progressistas os abençõe

    • mario henrique diz:

      o palhaço vc não tem vergonha de ir a um sitio estrangeiro, para ficar ofedendo seu pais com calunias falsas ???

    • Eiger diz:

      UNIÓN IBÉRICA – IBERIAN REVOLUTION: En línea con los principios de “M12M” “Spanish Revolution” y “Democracia Real Ya” incorporar a las propuestas la de someter a Referendum una Península Ibérica Unida: España+Portugal+Andorra+Gibraltar. En donde el poder resida verdaderamente en cada ciudadano y de ahí a cada pueblo, cada municipio; siendo estos quienes lo deleguen en una Asamblea Ibérica (es decir al revés de como es ahora). Tal vez el poder ejecutivo pueda residir en Lisboa, el Legislativo en Madrid y el Judicial en Barcelona (por ej.) Una Unión Ibérica en donde el pueblo podrá decidir si monarquía ó republica y en donde se antepondrá el ser humano, su dignidad, libertad, protección, educación, oportunidad y desarrollo, por encima de todo; en donde se respete y potencia cada cultura, idioma local, cada forma de vivir en esta diversa península. Por naturaleza somos el mismo pueblo ibérico, Hispania en tiempos de los romanos,, la Península Ibérica es una Nación de Naciones, fueron los intereses y el miedo de Inglaterra lo que nos dividió. Necesitamos mayor dimensión para sobrevivir prósperamente en el mundo globalizado de hoy. Las otras naciones hispano y luso parlantes se miran en nuestro ejemplo, ayudémonos, ayudémosles, es nuestra responsabilidad como pueblo y nuestra deuda con los pueblos colonizados en el pasado. Divide y vencerás es lo que siempre han practicado los imperialismos anglosajones. Unámonos nosotros, unión de pueblos, federación tal vez, LA UNIÓN HACE LA FUERZA – SPANISH REVOLUTION – UNIÓN IBÉRICA – IBERIAN REVOLUTION – IBEROAMERICAN REVOLUTION – Ahora o nunca.

  6. ALFREDO diz:

    PEC DO POVO
    1-O GOVERNO PASSA A TER 4 MINISTERIOS
    MINISTERIO DAS FINANÇAS ENGLOBA
    (BANCO PORTUGAL)
    MINISTERIO DA ECONOMIA ENGLOBA(AGRICULTURA,INDUSTRIA,COMERCI,ENERGIAS,TRANSP,OBRAS PUBLICAS)
    MINISTERIO SOCIAL ENGLOBA(EDUCAÇÃO,SAUDE,TRABALHO,CULTURA,DESPORTO,AMBIENTE)
    MINISTERIO DA DEFESA ENGLOBA
    (EXERCITO,NEGOCIOS ESTRANGEIROS,ADMINISTRAÇAO INTERNA,PROTEÇAO CIVIL,JUSTIÇA )
    2-OS MUNICIPIOS PASSAM A TER UMA CAMARA POR DISTRITO ,OS CONCELHOS PASSAM A SER JUNTAS E AS JUNTAS ATUAIS SÃO EXTINGUIDAS
    GOVERNO CIVIL EXTINGUIDO
    3-DEPUTADOS PASSAM A SER ELEITOS UM POR DISTRITO EXCEPTO NAS CINCO MAIORES CIDADES EM QUE SAO DOIS
    4-TODOS OS ORDENADOS DA FUNÇÃO PUBLICA SÃO PAGOS CONFORME A SUA CATEGORIA ,TUDO O RESTO ACABA (SUBSIDIOS,AJUDAS CUSTO,VIATURAS,RESIDENCIAS,TRANSPORTES ) SEM EXCEÇAO PARA NENHUMA CLASSE.
    5-ORÇAMENTO DE ESTADO NUNCA PODERA SER MAIOR A DESPESA EM RELAÇAO A RECEITA QUANDO SE VERIFICAR NÃO É APROVADO
    AS RECEITAS DOS IMPOSTOS TERA APLICAÇAO DIRECTA SO NO MINISTERIO SOCIAL,
    TODAS AS OUTRAS RECEITAS SERA NA ECONOMIA .

  7. Pedro Azevedo diz:

    Critica á política de 1975 a 1993 e de 2002 a 2011 :

    Desde 2005 com a boniteza dos meninos ricos da política, depois da ultima crise a todo alento desde 1999 a 2002 foi alinhado o país novamente, continuando os meninos bonitos deixaram o trabalho anterior ao deus do ará, em venha o vento e resolva, fugindo para união europeia, um bolo bem maior. A crise passa desde 2002 em não conseguir manter a restruturação do país, por tópicos, bem mais fácil. Poderá se dizer antes de 1975 vivia-se melhor o falso da história é a ignorância de retirarem as reformas aos trabalhadores, pois Salazar marcou bem o povo de uso. A ignorância e o alfabetismo não só lírico mas económico ainda resiste, deixando a gestão aos ricos importantes, os ricos importantes são os viventes aos poucos dividendos do povo, a dizer são uns pobres a explorar o povo. Uma completa mistela de desorganização, os doutoramentos universitários deviam de arranjar um grupo e concorrer politicamente como uma frente inteligente para governar além disso é possível pois existe para já uma democracia. bem os tópicos necessitados de resolução :

    – políticos com reformas de 5 anos.
    – função publica com reforma aos 40 anos.
    – bancários com reforma aos 40 anos.
    – pensões camarárias e de juntas.
    – desertificação de terrenos para construções corruptas.
    – cobrança de impostos sobre impostos, caso de todos os impostos rodoviarios e automóveis.
    – cobrança de altas taxas de energias necessárias á vida económica, Edp, Edp gás, Smas, aduaneiros, e petróleo.
    – abolição do IMT com comprovação de conduta única, isto auto-sufeciente, isto o não uso de espaços públicos, se existirem.
    – restrição ao centralismo e alteração para cantões, ou regiões.
    – Abolição dos desvios de fundos para angariar mais créditos.
    – rasurar os gastos governamentais extra ordinários.
    – reduzir todos os bens de estados a razoável e vender os bens de luxo.

    – impostos fixos perante classes e se alguma mudança de classe por parte do cidadão contribuição futura perante as despesas fixas de Portugal.

    – Toc de despesas de Portugal por ano para votação pelos utentes. sem despesas diversas e a palavra extras.
    – abolição de contratos restrigentes de produção.
    – verificações de competências e aptidões de funcionários governamentais e privados segundo leis de Unesco.
    – abolição de créditos para bens de luxo.
    – diminuição da inflação.
    – balanço do PIB.
    – Captivação das empresas em activo sem desemprego, apoio psicologico obrigatório aos trabalhadores.
    – Novas definições médicas para voluntariado, crédito futuro a se pagar, sem constar nas obrigações de conta.

    – nova classificação de prioridades, saúde, fome, descesorialismo, educação, emprego, formação, correspondência empresarial, as tarifas.

    – organização ambiental, apoio a animais domésticos e espécies tradicionais portuguesas.
    – Inovação da algébrica nas leis jurídicas.
    – urbanização urbanística de espaços mediante economia possível.

    – Museu Nacional de toda a história do país com os erros e as bem verdades, mais um catalogo de informação de existência do país.

    – Institucionar disciplina na educação de Carta de boas maneiras. e apoio obrigatório a famílias.
    – Centro de reaprendizagem de famílias.
    – Abertura de sigilo bancário a famílias com menos de 50.000 euros e políticos.

    – pensões alimentares em talões de dinheiro euro ( 1000 euros ) para famílias com 1 filho e orçamento inferior a 2.500 euros. e família nuclear com menos de 1.500 euros.

    – Feiras de produtos em excesso a valor irrisório mesmo com prejuízo. a ser rectificado com o valor bruto do tempo de passivo em stock.

    – investimentos globais em património Nacional por parte dos utentes.
    – trabalhadores independentes com impostos de fundos de reserva a 3 anos para completa montagem de empresa.

    – campus para imigrantes divididos por classes, com leis de extradição, com permanência fixa a 5 anos. Naturalidade ou permanência de trabalho visto.

    – Pagamentos de impostos aos futebolistas assim como direitos de reforma. e atletas profissionais.

    No fim destas medidas todas estarem verificadas pelos utentes, haveria muitas mais, mas de inovação. É claro uma guerra vindoura mas próspera para não existir uma desertificação como no país da Roménia, o caso mais próximo.

    Atentamente
    Pedro Azevedo

    • silva martins diz:

      Está visto!!

      Não vale mais a pena protestos legais, manifestações marcadas,… tudo está feito para dissipar as vozes que “éticamente” se arrebitam….

      É chegada a hora do BASTA, é hora de “Queimar o Joio para semear o TRIGO”

      Temos de nos unir e deitar a baixo toda, mas TODA a classe politica Portuguesa…. e de reconstruir Portugal com fortes alicerces éticos…

      Devemos Exigir, a constituição de um Tribunal Penal Politico, com vista a julgar e a fiscalizar, todos os nossos governantes, deputados e demais agentes politicos…

      Nós somos Portugueses, … este é o Nosso país… se tiver de jorrar sangue, se não houver alternativa… já os nossos antepassados ofizeram por nós, … , e os nossos filhos, os nossos antepassados, a nossa honra , merece…. temos esse dever/direito

      Como nos podem comparar com a restante Europa?, produzimos pouco?!, reformamo-nos cedo?!, temos férias a mais?!, … E será que ganhamos o mesmo?!…Será este Monopólio Europeu justo?, ou será parasitismo dos paises dominantes? Será este modelo de Europa Social, Solidário, e “”Coperativo”” apresentado?, ou apenas um modelo ganancioso que apenas ajuda com elevadas margens de lucro??…. é preciso rever

      Nada nos intimide, nada nos tombe…. começemos AGORA a ser novamente PORTUGAL

      Silva Martins
      Viseu dl.viseu@hotmail.com

  8. http://www.liberdadedescolha.com

    blog da liberdade individual

    Já desde 2009 a sua fundação vimos apontando o que ser iria passar… somos a favor do liberalismo e da escolha de cada um a liberdade individual. Leiam e divulguem para cada vez mais pessoas abrirem os olhos contra o sistema político e a favor da liberdade efectiva de cada um de nós.

    • André Ribeiro diz:

      O problema de tudo isto, é que temos um país desiquilibrado.
      Os “altamente” e recém-licenciados com capital não investem em empresas próprias que produzam para os também “altamente” recém-licenciados trabalharem e mostrarem o seu potencial.
      Todos são licenciados, mas não produzimos para vendermos para fora…
      Somos um país de ter produto e não criar produto!
      Não há lugar para todos… Mas há lugar e pessoas para produzirmos, para darmos condições para absorvermos toda esta geração.

      Não temos é Governo que incentive as empresas e dê valor às empresas. Estão a asfixiar a Economia que dá emprego, que por si está a asfixiar esta geração.

      • claudia diz:

        é verdade diviamos fazer como na Tunisa fora com eles todos, deram dinheiro para acabar com a PESCA!? Só atiro, a COVINA uma grande industria de vidros Portuguesa, acabarm pa vir vidros de fora so a TIRO, Carpintarias, Serrelharias, Pintores, Electricistas, Canalizadores, Mecanicos, Agruicultores, ETC ESTE GOVERNO SÒ A TIRO puseram-se a viver da COnstrução e de multas e AGORA??? QUE GRANDES Maricas eu queria ver A FERREIRA LEITE ,SOCRATES a irem uma noite ao mar…. VOMITAVAM ATE O ESQULETO, so Doutores e Engenheiros, e o resto que faz o Pais andar não contam. Um engenheiro primeiro vá carregar baldes de massa ,duro ali nas obras depois é que se diz ENGENHEIRO FORÇA REVOLUÇÂO meus caros como na TUNISIA só assim

  9. Hpólito Nunes diz:

    Apelar para que os capitalistas se mexam para resolver os problemas dos trabalhadores mal pagos, contratados a prazo, desempregados e todas essas categorias exploradas é irrealista, porque é apelar para que eles ajam contra os próprios interesses. O objectivo dos capitalistas é ter lucro, não é criar emprego.
    Para resolver o problema da falta de emprego é preciso acabar com os capitalistas. Não tenham papas na língua, não sucumbam ao politicamente correcto, é essa a verdade e tem que ser dita.

  10. Pingback: Manifesto burro « É tudo gente morta

  11. Catarina F diz:

    Desde que comecei a ouvir falar neste movimento que tive algum interesse em acompanhar o que vai sucedendo, como surgiu, o que reivindica etc
    Quando um movimento deste tipo se diz “apolítico” deixa-me sempre a matutar…. será que queriam dizer apartidário!? Porque se somos apolíticos então que interesse terão as nossas reinvindicações sobre política??!! e quão coerentes serão elas?!
    Estava aqui até à última da hora😦 a tentar decidir-me sobre se apoio ou não este movimento e acabei de ler no vosso manifesto o seguinte: “Nós, que até agora compactuámos com esta condição, estamos aqui, hoje, para dar o nosso contributo no sentido de desencadear uma mudança qualitativa do país.” Pois é…é logo aqui que eu fico de pé atrás: é que eu até agora NÃO compactuei com estas condições!!! e não sou apolítica, nem nunca fui! quando pude eleger sempre usei o meu direito cívico para tentar escolher alternativas a estas políticas neo liberais! bem e também já não sou assim tããão jovem ;)… por isso espero mesmo que os mais jovens comecem a dar o seu precioso contributo para uma mudança qualitativa do nosso país! mas que seja mesmo à séria! e não mais um” muda o disco e toca o mesmo”!
    Desejo-vos muita alegria nessa luta!

  12. rui diz:

    Tenho que expressar a minha opinião no que se refere a este movimento; devo dizer que de inicio estava bastante de acordo com a revolta dos jovens e a intenção demonstrada para se manifestarem, mas não acredito que irá mudar nada neste País, pois como os Governantes este movimento não se dedicou pelo menos até agora em procurar, discutir, pensar, soluções eficazes para resolver em parte os problemas que sentimos.
    Nos últimos dias tenho pensado e discutido com diversos amigos e alguns desconhecidos acerca de medidas que poderiam ter bons resultados a médio longo prazo.
    Chegamos algumas conclusões interessantes e que acredito que implementadas, Portugal tornara-se um País mais serio e respeitado.
    1. Ao contrario da pratica comum do Governos dos últimos 15 anos os incentivos dados às empresas relativos a contratação deveriam acabar, ao contrario do que se verifica a prestação paga pela empresa à segurança social do trabalhador contratado, devia ser pago integralmente ( senão estou em erro perto de 30% + 11% pago pelo trabalhador ) somente deveria haver incentivos de redução dessa taxa quando o trabalhar passasse a ter um contrato sem termo ( efectivo ).

    No meu entender esta medida, mudaria o pensamento das empresas relativos aos trabalhadores que ficam no quadro, pois teriam os custos directos com o pessoal reduzido, sempre que um trabalhador passasse aos quadros, melhoraria a qualidade de vida do trabalhador tornando psicologicamente mais forte.
    A contratação sem termo com a 1º medida seria impossível pois fazendo umas simples contas, era fácil de verificar que sendo assim era mais rentável contratar sem termo e ao fim de algum tempo despedir pagando a indemnização. O que fez pensar na 2ª medida.
    2. O tempo mínimo para o contracto passar a sem termo deveria ser de 3 anos, independentemente do numero de renovações, pois as empresas tem incertezas, quanto ao trabalhador, quanto ao mercado que estão inseridos, e principalmente quanto as necessidades de mão-de-obra no futuro.

    3. Limitar os recibos verdes, principalmente os abusos das entidades patronais, uma medida eficaz parece ser a criação de um máximo que uma empresa pode contratar a um trabalhador nesse regime (parece-me razoável 10 salários mínimos ) mais do que isso, o trabalhador para prestar esse serviço teria de ter pelo menos um contracto a termo.

    4. Responsabilidade criminal e com penas efectivas e a dobrar e interdição ao trabalho em postos públicos, para todos os que exercem cargos públicos ou privados, que em sede de tribunal tenha ficado provado, que lesaram o estado monetariamente, quer como ministros, deputados, presidentes de câmara, presidentes de junta, administrativos, juízes, policia

    Nota: Este ponto abrange toda a população, e todo o “Chico-espertismo” associado ao povo português, como fuga aos impostos por exemplo.

    5. Criação de múltiplas equipas para auditar todos os concursos públicos do País, sempre que for verificada a má conduta dos júris do concurso, estes seriam chamados à responsabilidade conforme ponto anterior, do mesmo modo as equipas auditoras teriam de ser controladas e chamados à responsabilidade conforme ponto anterior.

    6. Fim da utilização da policia de segurança publica quase exclusiva para a caça à multa como se tem vindo a verificar, a policia deve exercer a sua actividade com outro sentido, como o acompanhamento da população e com iniciativas de Informação e proximidade à população.

    7. ASAE, deve de além verificar a segurança alimentar ( que no meu entender teve um fortíssimo crescimento nos últimos 20 anos, e é um facto que estamos muito melhor agora ) deve ser também fortemente canalizada para a SEGURANÇA económica conforme os seus estatutos, e em vez de atacar tanto o problema alimentar canalizar os seus recursos para responsabilizar todos os que vivem a margem da lei numa economia paralela.

    8. Para um sociedade mais justa monetariamente, deveria legalmente ser imposto um fosso salarial entre o mais bem pago de uma empresa e o mais mal pago, diria que era razoável o limite de 20 salários. Distribuição de prémios legalmente deveria ser distribuída por todos os trabalhadores, afectados percentualmente em relação ao seu salário (exemplo: a parcela do premio era 20 vezes maior para o mais bem pago em relação ao menos bem pago)

    9. Como em muitos países da Europa deve ser criado um sistema para denunciar todos os abusos verificados contra o Estado e os interesses públicos. Denuncias essas que na sua maioria deviam ser verificadas e investigadas e condenadas conforme o ponto 4º.

    Nota: esta medida foi pensada depois de ouvir falar um senhor com 60 anos, com dois filhos e uma mulher em que todos menos a mulher estavam a trabalhar sem descontar e todos recebiam os tais Rendimentos mínimos, em que ouvi o Gabar desse senhor, que estúpido era ele se não o fizesse. Mais grave ainda é estar a viver num Bairro Social pago por todos os Portugueses sem ter a real necessidade!
    Denuncias deste tipo devia ser realmente tratadas e responsabilizadas.
    Do mesmo modo sinais exteriores de riquezas não provados deviam ter a mesma responsabilização, sem uma economia paralela é impossível ter na sala de jantar um plasma de 3 Mil euros sem ter rendimentos e factura para Justificar.

    10. Dependendo os acordos feitos pelo Senhor Cavaco Silva e o Senhor Mário Soares no âmbito das cotas de exploração agrícola e piscatória, deveríamos apostar o máximo possível na agricultura e pescas de modo a dependermos menos do exterior para auto alimentarmos. Se as cotas forem ultrapassadas, deve ser considerado excessos de produção e o escoamento deve ser feito em praças publicas gratuitamente.

    11. Relativamente ao ponto anterior e considerando a costa marítima que temos e a posição geográfica no mapa europeu, parece-me a mim uma boa aposta na construção de um porto marítimo ao nível dos melhores da Europa, de modo a sermos o principal intermediário dos produtos que chegam via marítima da África e continente Americano, em vez de este movimento estar entregue ao Porto de Roterdão.

    12. No âmbito do ponto anterior parece-me ser uma boa aposta a construção da ligação à rede de alta velocidade Europeia, quero dizer com isto a construção da linha Lisboa-Caia ser de interesse nacional, do mesmo modo é de todo o interesse a construção de um aeroporto adequado a essa realidade.

    13. Apoiar todas as empresas que exportam produtos a nível fiscal, desde que garantam a procura interna 1º.

    14. A nível energético deveriam ser estudadas as hipóteses Nucleares, é preciso lembrar que estamos fortemente dependentes ainda do exterior e as ultima geração de centrais garantem níveis de segurança adequados.

    Entre muitas estas são ideias conforme o País devia estar a pensar, para que daqui a 10 anos estivéssemos muito melhor do que realmente estamos agora, toda a gente deve se lembrar que não existe medidas boas com resultados efectivos a curto prazo. O derrube de um governo nunca é bom a curto prazo principalmente com a alternativa existente em Portugal, toda a gente que tem acompanhado o panorama, sabe que dentro das medidas apresentadas por um grupo de empresários, como possível programa do PSD a única medida realmente positiva é o “Fim das Scuts” agora falta saber se esse fim é para ficarem a ser chamadas de auto-estradas.

    E lembro a toda a gente que por muito mal que este governo é, pelo menos teve a coragem para implementar medidas que nunca ninguém teve, entre as quais, fim das pensões vitalícias para os deputados ao fim de 8 anos no parlamento, fim das ferias ao estilo faraónico do ministério da justiça, tentativa de pelo menos avaliar os professores como qualquer outra pessoa que trabalhe, fim das escolas com 3 alunos( qualquer pessoa com dois dedos de testa, tem que defender esta medida mesmo que os alunos tenham de acordar meia hora mais cedo para apanhar o transporte escolar, de certeza que o desenvolvimento vai ser muito melhor para essas crianças), entre outras. No sendo de certeza o meu objectivo com este paragrafo defender o governo instalado, somente alertar que provavelmente a alternativa existente hoje em dia, não é o que a juventude procura.

    Até amanhã, na Praça da Batalha
    Rui

  13. helena diz:

    sim, façam-se OUVIR, ou melhor façamo-nos OUVIR! Mas neste país de falsa democracia, sinceramente, será mais um protesto em vão, porque, infelizmente, temos um governo muito pouco HUMILDE

  14. Carlos Martins diz:

    Tenho emprego precário? Não! Trabalho a recibos verdes? Não! Tenho filhos e estou preocupado com o futuro deles? Não!…mas com os meus 41 anos de idade pertenço a uma geração que viu nascer os recibos verdes, que viu surgir os primeiros atropelos aos direitos sociais e laborais pelos quais as gerações anteriores lutaram e sofreram.
    Trabalho numa empresa que hoje é considerada exemplo em Portugal (e não só) no que toca a flexibilidade dos colaboradores, já fomos considerados bestiais, bestas e estamos novamente a atravessar uma época de bestiais…podia ficar tranquilamente em casa…afinal até estou muito bem…mas pelo respeito pela luta e sacrifício das gerações anteriores e porque este manifesto também deve ser dos trabalhadores actuais )…NÃO VOU FICAR EM CASA…NÃO ESTOU TRANQUILO (afinal estamos num país onde aos 50 anos é-se velho para trabalhar)…como tal vou participar amanhã.

  15. Ouvi hoje a entrevista na Antena 1 ao Alexandre.
    Foi excelente pela elucidação e pela demarcação em relação aos outros protestos que se pautam pelo simples “protesto pelo protesto”.
    Força Portugal!

  16. Luís diz:

    O programa Fórum da TSF está a ser bastante instructivo: PCP, BE e PSD estão já associados ao protesto, para além de Cavaco Silva, o denominador comum da política portuguesa nos últimos 25 anos. Uma grande ironia, partidos a pedirem a demissão de toda a classe política.

    Gostava de saber como poderá esta iniciativa acabar com o flagelo dos recibos verdes, flexibilizar o mercado de trabalho, pôr fim à cristalização da função pública. Se fosse verdadeiramente essa a intenção por certo me juntaria a vós, mas no formato actual não contem comigo.

    E por fim uma pergunta pertinente: onde estavam vós quando o foi proposto replicar em Portugal o sistema dinamarquês da Flexisegurança?

  17. nykky diz:

    Cara Ana Taborda
    Não posso deixar de comentar as suas afirmações relativamente4 aos pobres desgraçados portugueses q se vêem obrigados a abandonar a sua pátria, familia, amigos e origens em buscar de uma oportunidade de trabalho na área em que investiram suor e amor, para serem, tal como afirmou, mal pagos e uma pequena maioria nas grandes empresas internacionais que a custa dos mesmos enchem os seus bolsos… acrescento ainda que até mesmo para ter esse triste afortunado destino, têm que ter ou sobrenomes como o seu, ou penar imenso na vida.
    E resumo a minha história com o propósito de contextualizar o porquê de nao aderir a manifestaçao:
    tenho 26 anos sou licenciada e mestrada, com algum sacrificio familiar com o objectivo de ter um futuro melhor, infelizmente ja nao nos encontramos no pós 25 de Abril, logo já nao é qualquer 1 que tem 1 curso oferecido, e trabalho garantido em qualquer lado. porquê? exactamente pela balburdia que foi o respetivo acontecimento e respetivos anos vindoros até agora. Agora, estamos com empresas megalomanas dirigidas por, e passo a expressao, “burgessos” sem qualquer cultura, conhecimento ,e se licenciaturas tiverem, oferecidas foram, e que têm um medo tremendo de se verem ultrapassados por jovens como eu, com sede de por em pratica os seus conhecimentos, criatividade e vontade de levar o país p a frente.
    nao irei participar na manifestação, pelo simples facto de ser facciosa, e por acreditar que uma vez já gastos todos os fundos que seriam para levantar a nossa economia ate 2013, já que tao pouco falta, vou esperar, trabalhando em shoppings e afins, até ver este país bater no seu fundo, e todos os podres virem à tona.
    Concordo quando leio que este país é governado por mafiosos, m nao só na politica, a podridão está embrenhada em tudo o que entidade patronal, que querem lucros de 300% à cusca de jovens licenciados e bem formados ( diga-se formaçao familiar) que se sujeitam a estágios nao remunerados, com promessas de inscriçoes em programas estatais a receber futuramente, em que as respectivas entidades patronais contornam leis, somos abusados durante 3 meses, esturpados mais 2, fazendo full-time recebendo 250 euros, p finalmente saber que depois do trabalho feito e de ser chupado o osso, os nossos serviços nao sao optimos ao ponto de sermos contratados para o dito estágio ( em que o estado cobre 3/4 das dispesas).
    Fica aqui entao, 1 das minhas experiências, para alertar mais almas inexperientes neste mundo de cão, e para esclarecer o porquê de nem sequer ponderar investir 1 centimo neste pais a beira mar plantado.
    se tivesse hipotese de ir trabalhar para fora, como dizia a ana, iria , mas com a plena consciencia da infeliz e detorpada sociedade economica que nos rodeia.
    um bem haja a quem exerce a sua devida profissao e é feliz com a mesma… mas a ultima pessoa que conheci verdadeiramente feliz na sua rotina diaria foi um pastor com quem travei conhecimento ha poucos meses num dia de depressao profunda.

    “na ignorancia seria mto mais feliz”

    • anataborda diz:

      Cara Nykky,

      Nao percebeu a ironia com que respondi ao senhor mais abaixo sobre os trabalhadores portugueses! Portugal e um excelente exportador de talentos e felizmente os outros paises aproveitam-nos e essas pessoas conseguem realizar-se profissionalmente. Eu sai de portugal e trabalhei imenso tempo sem receber quase nada e a viver em condicoes sabe-se la como para realmente fazer aquilo que gosto! Hoje olho para tras e felizmente tive a coragem e fiz esse sacrificio, eu e a minha familia!, porque finalmente esses sacrificios deram frutos! Nao percebo de que triste destino fala, quando agora tudo aquilo com que lutei se realiza, aos poucos, e claro. Mas se estivesse em Portugal e vejo isso por mts colegas meus da faculdade, estaria ou desempregada ou a falsos recibos verdes. Por eles e pela minha familia estou completamente solidaria com este manifesto! Tem toda a razao em relacao as empresas com gentinha q nao tem qq visao e so quer enriquecer a custa do trabalho escravo. Bastava por comecarem a cumprir as leis de trabalho e ja era um grande avanco!
      “se tivesse hipotese de ir trabalhar para fora, como dizia a ana, iria , mas com a plena consciencia da infeliz e detorpada sociedade economica que nos rodeia.”
      Felizmente ha paises onde se cumprem leis de trabalho, se preocupam realmente com a saude e formacao dos trabalhadores, e com um verdadeiro crescimento sustentavel das empresas. Pode custar mt ao inicio, mas acredite que ha oportunidades! Deixe-se de depressoes e faca alguma coisa! Por ultimo, excusa de fazer acusacoes sobre o meu sobrenome porque Portugal e um pais pequeno mas nao tanto…

  18. Pingback: Da Geração Rasca (e como sair dela) « O Centro Social

  19. Luís Barata diz:

    “Há Portugal, não há portugueses”

  20. Rui Freitas diz:

    Mesmo entre tantas e tão mal alinhadas reivindicações, quase me apraz dizer que se resolvia isto com um “subsídiozito”. Um redondo não. Porque não.

    Manifestações sim, nas urnas, em branco. Onde está essa geração quando se deve envolver realmente? Na praia, a beber uns copos, a fumar umas ganzas?
    (nada contra, na altura certa)

    Boa sorte e, já agora, ideias têm?

    À rasca estamos nós que não só não vos reconhecemos futuro, como temos de ser criativos para sustentar e aturar inconsequentes manifestações de qualquer coisa.

    Gritai algo que se oiça. Gritar por gritar é apenas ruído.

    • Eugénio Guedes diz:

      Não é de certeza gente instalada na vida, como o Rui Freitas, que precisa de reivindicar o que quer que seja. Uma coisa é certa, quando o estômago apertar, e faltar quem vá alimentando, certamente o protesto há-de ser a única via para as pessoas se fazerem ouvir.
      Se este protesto está mal concebido, se há falta de ideias, por certo será um primeiro protesto, sempre passível de ser melhorado no próximo. Até se atingir o objetivo principal: destronar os instalados, protegidos, corruptos e outros que tal. Dar lugar a uma nova geração de políticos que, não diria fossem perfeitos na sua atitude, mas obcecados num ponto importante: Garantir o seu futuro que, a não ser acautelado agora estará irremediávelmente hipotecado.
      Tenho 48 anos, 2 filhos de 21 e 13 anos e acho que não podemos ficar indiferentes.
      Gritem o que vos vai na alma. Façam-se ouvir.

      • Rui Freitas diz:

        Fome? Já passei.
        Dificuldades? Claro.
        Dúvidas? Muitas.
        Expectativas que não passaram disso? Pois!
        Acredito que estamos instalados na vida que criamos para nós. E este país é o reflexo perfeito das nossas atitudes.
        Acho que é leviano um dia lembrar-mo-nos de que não estamos bem, desresponsabilizarmo-nos das nossas escolhas e procurar o ralo por onde precisamos que a culpa se esvaia.
        Não me escuso à responsabilidade de me fazer ouvir, faço-o diariamente, acossando as mentalidades daqueles que preferem gritar ao invés de fazer algo sério.
        Concordo que a voz é um instrumento importante, mas pelo conteúdo do que é dito e não pelos decibéis produzidos. E não chega. Vivemos num país de retórica, um fantasma da corte, da nobreza, do jogo.
        Não desisto – nunca – de procurar desinstalar a parca cultura de cidadania do nosso povo e substituí-la por um comportamento sério, efectivo, directivo, orientado a objectivos – e por aí podia continuar mas não seriam mais do que palavras.
        É no dia a dia que produzimos a mudança. Por falta de coragem, ou capacidade, preferimos pensar que só em pequenas multidões a nossa voz se ouve. Nisso, não acredito e não me revejo.
        Contudo, defendo tudo o que dizem, menos a forma.

    • Rita Gaspar diz:

      Um típico comportamento de “avestruz” a enterrar a cabeça na areia, a sacudir a água do capote, a lavar as suas mãos, a ignorar teimosamente tudo aquilo que no outro soa diferente (que afinal, se calhar, só assusta no que é igual a si próprio). “Porque eu sou tão honestozinho e levo uma vidinha assim remediada, que é exactamente aquela que mereço e que me convém, que nem me passa pela cabeça que haja alguém a desarrumar o país para tentar fazer algo melhor.” Oh homem revolte-se também, manifeste-se, olhe bem para si e decida de uma vez por todas que merece mais! Que essa paz podre em que insite viver não só o mina por dentro, como se alastra aos outros que consigo convivem.

      • Rui Freitas diz:

        Parece-me que a sua avaliação está completamente errada, mas respeito a forma como percebeu a minha mensagem.
        Talvez seja verdade que a responsabilidade é do emissor. Mas talvez, às vezes, possa ser da própria mensagem (e talvez dê no mesmo).

        Força Rita. Cada um com as suas armas e estratégias.

    • Telma Oliveira diz:

      É engraçado que o senhor diga que a minha geração não vai as urnas. Porque quando fui votar este ano vi precisamente o contrario, a “sua” geração sentada nos cafés e a passear nos centros comerciais enquanto que a minha geração fazia de tudo para poder votar, inclusive dirigir-se a junta de freguesia para saber o seu novo numero de eleitor. Também assisti a muitas pessoas da “sua” geração ao confrontar-se com as dificuldades que houve no dia das eleições, dizerem prontamente: “É da maneira que não voto, quero lá saber!”.

  21. Pingback: Anónimo

  22. luis coelho diz:

    nao bastas manifestacoes pacificas ja vimos no da falar gritar cantar etc.
    e preciso fazer como na Grecia e Irlanda.
    se nao ouve a voz do povo entao k sintam a sua revolta.

  23. Pingback: Nada x Nada = Nada | Palmier

  24. Manuel Marcos diz:

    Tenho 24 anos, sou mestre em engenharia aeroespacial, tenho um contrato de prestação de serviços (sou um falso recibo verde) desde Novembro e não me revejo n a fundamentação, nos propósitos e na natureza do manifesto e do protesto “geração à rasca”.
    Por várias razões:
    a) Há hoje, percentualmente, mais desempregados licenciados do que havia há apenas 5 anos atrás. Mas se olharmos para as suas formações de base, a maioria deles nunca teria um emprego na área em que se formou., mas os números também dizem que em média, os licenciados estão menos tempo na situação de desemprego e, quando encontram, ganham mais do que se não fossem licenciado.
    b) Eles não têm culpa, é verdade. Mas não culpo o “estado” por essa situação a não ser em dois factos: 1) por ter permitido que as universidades (públicas e privadas) oferecessem cursos cuja empregabilidade era (e será sempre) duvidosa e, 2) porque permite que as empresas se comportem de como os exploradores irresponsáveis, gananciosos e sem respeito pelos outros, tal e qual os infames “negreiros” do século XV (que, paradoxalmente, também eram “racionais” das suas escolhas e acções …).
    c) Sei que o mercado de trabalho foi, é e sempre será particularmente cruel para com os jovens. A taxa de desemprego dos licenciados não é maior do que a taxa de desemprego dos jovens em geral …. !
    d) Discordo profundamente da ideia de que um licenciado, qualquer que seja a sua área de formação base, seja um escravo … é um insulto a todos os que foram explorados, chicoteados, até à morte e a quem era exigido a vida sem nada receberem em troca a não ser o pouco que lhes davam de comer.
    e) Um licenciado, mesmo que em áreas inadequadas àquilo que a economia e a sociedade exige, é detentor de um activo, riqueza e/ou capital que lhe dão vantagem sobre todos os não licenciados. E estes são, infelizmente, muito mais numerosos.
    f) Tal como em todas as outras “épocas”, não vale de nada “carpir mágoas” contra o estado, a geração actual dos 40 e/ou dos 50, o mundo actual que não nos permite ter as mesmas oportunidades, etc, etc, etc,. Foi sempre assim que cada geração olhou para a geração que a antecedeu…!
    g) Este protesto não é muito diferente do que dizer: “. Olhem … eu tenho direito a emprego garantido. Façam favor de mo dar! …” não!
    h) Este protesto só reproduz o padrão para o qual toda a geração que nos antecedeu aprendeu: em vez de olhar para o que pode fazer pela sua felicidade e bem estar quer e pede que sejam os “outros” (quaisquer que sejam…) a garantir que tenhamos o que desejamos. RECUSO ISTO!
    i) Inversamente, penso que estamos em melhor condição que a geração nos antecedeu. Sabemos mais, e, mais importante, sabemos melhor !
    j) Penso que o futuro não está garantido para ninguém e que”… there is no shortcut to hapiness…”
    k) Penso que o meu (nosso) futuro está nas minhas (nossas) mãos! Devemos isso aos nossos filhos.

    • João Nunes diz:

      Conclui-se, portanto, que mais vale ficar em casa a ver um filmezito na TV, no dia 12 de Março.
      Quem está bem, se regozige. Quem está mal, que se lixe…

    • Luiz El Viejo diz:

      Caro Manuel,
      Tenho mais do dobro da tua idade e também por isso mais experiência de vida. Sem querer ser paternalista, nem velho conselheiro, parece-me que o que estes jovens querem poder-se-á resumir a isto:

      . Igualdade de direitos para todos os jovens de acordo com as suas reais capacidades e formação.
      . Justiça no acesso ao mercado de trabalho independentemente do apelido de família sonante ou não.
      . Responsabilização política e judicial da classe dirigente sempre que para isso haja motivo.
      Haverá mais, mas estas serão as razões básicas.

      Não te admiras de teres que ser um falso recibo verde?!
      Se tivesses um apelido sonante, pensas que estarias nessa situação?
      Não achas que muitos políticos abusam do seu poder? E se não tivessem adquirido estatuto político-social, será que se lhes reconheceria capacidade profissional?

      Não defendo, manifestações para destruir propriedade alheia, mas reconheço que a manifestação pública é um instrumento (não quero dizer arma!) que cria mal-estar em quem está instalado na vida (quer seja ela social ou política).
      Sou dos que, mais vezes do que o que gostaria, verifico uma certa apatia nos mais jovens, este manifesto e as reacções que provocam contradizem esta minha impressão. Ainda bem! Força!

      • Nísia martins diz:

        Oiçam a voz da experiência, oiçam quem já viveu mais que nós!
        Esta geração é concerteza uma geração á rasca e fico profundamente indignada com quem está numa situação de total precariedade e ainda sim tenta arranjar argumentos para descredibilizar tão nobre iniciativa.A geração á rasca pode ser entendida muito para além da geração jovem, eu sou uma jovem de 25 anos á rasca, o meu irmão é um jovem de 20 anos á rasca e a minha mãe não é tão jovem assim (50 anos) e também está á rasca. Quando dizen que os nossos pais e avós penaram muito em gerações anteriores á nossa, é verdade, quanto a isso não á discordância, mas , será que isso é motivo para desistirmos de lutar por um futuro melhor?Será que todos os sacrificios que os nossos avós e pais fizeram para que as geraçãoes seguintes tivessem um futuro melhor deve ser esquecido devido á nossa resignação actual? Estas e outras questões se levantam, e por mais que me tentem convencer do contrário todas as reevindicações que fazemos são justas e pertinentes. Aquilo que queremos fazer é uma mifestação pacifica, mas significativa, ou seja queremos ser muitos, porque muitos são os “enrrascados”deste país, queremos ser muitos porque, muitas vozes ouvem-se melhor que 2 ou 3, queremos ser muitos porque, muitos veêm-se melhor que 2 ou 3 e sobretudo queremos ser muitos porque, muitos espelhamos MUITO melhor aquilo porque passamos. Sem vandalismo, vamos para a rua e vamos-nos manifestar, que aliás é um direito que nos foi conquistado pelas gerações antigas das quais estamos sempre a ser acusados de esquecer, tanto não as esquecemos que ao contrário de algumas vozes que se levantam não queremos que se perca um direito por elas conquistado!Por mim que tenho direito a um futuro melhor e que sempre lutei por isso, pelo meu irmão que terminou recentemente os estudos e para o qual eu quero ver com um futuro digno, pela minha mãe que toda a vida trabalhou e agora está desempregada e sem prespectivas de emprego(como já disse com 50 anos), pelos meus avós e por todos os que lutaram para que tivessemos um futuro decente e agora veêm os seus esforços a irem pelo cano VOU PARA A RUA!!!

  25. lili diz:

    Espero que no dia seguinte à manifestação o movimento e a força se mantenha, caso contrário perde credibilidade. É preciso que se veja que estamos unidos e com vontade de mudança, que somos persistentes e acima de tudo temos vontade de evoluir. Portugal deve agora pertencer aos jovens, isso é certo. Mantenham-se unidos hoje, amanhã, dia 12 e depois. Não desistam. Não vacilem. Não se dispersem. Não tenhamos mais medo de falar livremente. Não ouçamos os que nos criticam e deitam abaixo por inveja, por ciúmes. Sou do grupo dos insatisfeitos com o “emprego” que tenho, pois sou desvalorizada em prol de quê/quem?… Boa sorte para todos.

  26. edgar fonseca diz:

    Penso que o pais, esta enterrado ate aos olhos, e nao saira do buraco com a geracao a arasca.
    sou tambem um jovem a quem lhe tocou a frustracao, de nao ter emprego de passar recibos de trabalhar em tudo quanto aparecia.
    Dei me conta muito rapido, que o meu pais, e governado por idiotas, e que nada fazem senao roubar o que e de todos.

    Esta situação, deve se por termos uma geração com altos níveis de formação, que ate e dada, no entanto essa formação nao e apreendida pela maior parte dos estudantes que so estudam para passar.
    Os jovens de hoje em dia como eu a minha geração nao tem experiência de vida alguma nem pessoal nem profissional, tem níveis culturais elevadamente baixos, e sao a geração mais acomodada alguma vez visto na historia de Portugal.
    Eu como empresário no estrangeiro, já contratei dezenas de jovens portugueses, que nao servem na grande maioria para executar, nem metade das tarefas que lhe sao entregues, sao irresponsáveis, adormecem nao se apresentam ao trabalho, nao tem criatividade, e resumindo vêem demasiadas novelas.
    O comodismo portugues e internacionalmente conhecido dentro de Portugal basta olhar o aspecto velho cansado, do Pais.
    Penso que os media tem também muita culpa em tudo isto pois dao demasiado protagonismo a gente, que nao o merece ou nada fez para tal.
    Como dizem os nossos vizinhos espanhóis, somo todos uma cambada de paletos, que vivemos do futebol e das novelas.
    Portugal neste momento e uma Sicilia, autentica, e nao ha ninguém nem a magistratura que e coordenada pelos mafiosos do Governo, faz algo a cerca disso.
    Vi no outro dia um debate Pros e Contras, e fiquei assustado pela presenca dos dirigentes desta manifestacao que nao estao minimamente preparados para tal, nao tem poder argumentativo e estao a ser manipulados por grupos políticos que se encontram a caca de qualquer voto. Senti me verdadeiramente embaraçado, e vi automaticamente a luta perdida pela figura decadente que tem a minha geração.

    Concluo que a formação que dizem ter esta geração, nao serve para nada pois nem sequer se sabem representar ou lutar convenientemente para um futuro melhor, nao e uma geração a rasca e uma geração perdida, esperemos que se reproduzam pouco, para a doenca nao se alastrar, ainda mais.

    • anataborda diz:

      Esta visto que o senhor tem problemas de recursos humanos na sua empresa. Porque tanto em Paris como em Londres, onde eu propria tenho experiencia profissional, os portugueses sao muito bem vistos, porque sao altamente qualificados, trabalham q nem uns desgracados e ainda tem salarios mais baixos…Conheco mts empresas francesas, suicas e ingleses que tem mais portugueses q nacionais.

  27. João Forte diz:

    Apesar de não fazer parte do grupo afectado, não posso deixar de me sentir indignado com a situação em que muitos jovens (e menos jovens) se encontram, nem nenhum português com a mão na consciência, deveria resignar-se com os problemas que atravessamos, só por serem os problemas dos outros…

    Dia 12, vou estar presente na manifestação, porque me sinto solidário com o movimento, e revejo legitimidade no manifesto. É com grande tristeza e frustração, que vejo um país com condições para ser muito melhor, ficar-se pela mediocridade que vive nos últimos tempos.

  28. Nuno Manuel Sena Limpo diz:

    Esto contra a ideia de ser este um movimento de uma geração! Começou como tal Mas esta é a oportunidade de mudarmos Portugal para melhor! E isso diz respeito a todos! E é por essa rasão tambem que devemos lutar não contra aspectos isolados mas contra os problemas de fundo, os podres desta sociedade, que se matrealizam na forma da impunidade governamental e nos seus caros acessorios! Como tal devem ser objectivos deste movimento O fim da imunidade politica! O fim dos partidos politicos! E o fim da presidencia da republica!

    • BERNADETE FERNANDES diz:

      sou grande admiradora de pessoas com garra e fibra e tudo o k sou hoje o devo à minha grande admiração e fervorosa ao meu grande Che Guevara,sou genuína no meu coração sinto a luta cá de dentro,não por meras palavras k saem da boca sem sentimento e sem significado,posso dizer que fiquei bastante impressionada com as tuas palavras, mostras que tens dignidade e lealdade e isso é de louvar,como é obio vou participar no movimento á rasca em Braga,mas fiquei curiosa sobre um assunto pelo qual tu lutas,és a favor da monarquia ou da república fiquei na dúvida? rche_dete@hotmail.com aguardo uma resposta obrigado.

  29. *****
    Li algures, sobre a presença inusitada de certos indivíduos na manifestação:
    – “Dos À Rasca”!!!
    Era minha intenção participar por moral objectiva, até porque; sou mais um a sofrer grave prejuízo, ante o estado calamitoso que este país apresenta.
    Não darei o meu humilde contributo na manifestação, porque…
    (…) há impropriedade sem vergonha, justificação sem moral, por parte de certos indivíduos que se fazem representar na qualidade de serem portadores de grandes virtudes… a mando de agrupamentos políticos.
    Agrupamentos esses e outros como tal; que não passam de serem meras “quimeras” a chafurdar pelo “sistema” adentro à procura de ostentação, de mais votos terem na urna.
    São parte integrante do actual “sistema político partidário”; que é podre desde o seu início e fede por falta de princípios, de imagem ética feita, da moral da História.

  30. Pingback: Protesto da Geração À Rasca | Sérgio Pelicano

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