Cartaz e Flyer

Manifesto (em pdf)

CARTAZ Protesto Geração à Rasca _Lisboa e Porto (formato A4):

AF.GR_Protesto.cartazA4-V1

(formato A3):

AF.GR_Protesto.cartazA3-V1

Fonte (tipo de letra): http://www.adrive.com/public/c1f94eda7b8a1e05a0f34976b569ddd6403be11ff2151c59de8f0deafb92b8e8.html

FLYER:

66 respostas a Cartaz e Flyer

  1. Juventude apaixonada, é com grande entusiasmo que vejo um vigor pela dignidade que mostram na expressão da vossa revvolta; Portugal é conservado por forças de fascismo vermelho e aquela que tem mais subtileza, o voo baixo da visão economicista de líberdade, patrocinada pelas fontes místicas da Igreja católica (porque Ratzinger veio o ano passado a Portugal?) Porque vieram Bill Clinton com 800 seguranças num hotel onde o PSD se enfileira em cada campanha, Hotel Dom Pedro junto às Amoreiras, que segundo sabem foi projectado por um arquitecto preverso. Porque veio Obama, para mitigar a dor existencial que os Portugueses de todas as idades e junto com os emigrantes que estão a viver aqui no rectângulozinho e depois de contruírem os estádios para o Euro-2004 que nem sequer têm pista de tartan para a prática de atletismo, que era uma força e imagem de uma outra geração, calaram Carlos Lopes e Rosa Mota faz comentários idiotas; receiam os americanos, os alemães, os franceses que os Portugueses de espírito universal ultrapassem de forma apurada através da inteligência povos de outras nações? Uma nota, pode por exemplo como eu fiz, inscreverem-se num web site de traduções, como o http://www.proz.com, não pagam impostos, fiz isso em anos ímpares, entre voltas da minha vida pessoal, os ganhos não pagavam a inscrição. Os cartões de crédito são precisos para receber os pagamentos e nunca os tive. A banca está envolvida neste processo.
    Tenho 40 anos, tentaram calar-me colocando lsd num cigarro e onde não sendo eu fumador nem de nicotina, nem de substâncias tóxicas, tive um ataque cardíaco e fiquei com agorafobia, vivendo isolado há 12 anos, passando fome por vezes e com muito pouco dinheiro dos meus pais que trabalharam a vida inteira para o Estado e neste momento que escrevo não tenho dinheiro nenhum em moeda e tenho 99 cêntimos na minha conta bancária.
    Por outro lado e vivendo isolado há 12 anos, escrevi neste período, ajudei 5 000 pessoas nas suas dores existenciais em Campolide onde vivia em paz e na minha última relação, fui de comboio até à Polónia para conhecer uma correspondente que tinha desde 1998 até ao ano de 2009, quando a conheci. Por questões religiosas ortodoxas dela, tive de voltar a Portugal e já com um livro editado por uma editora alemã com um offshore nas Ilhas Mauricias, LAP LAmbert Academic Publishing, publiquei mais 7 Ensaios de filosofia em, Lisboa e 2 na Costa de Caparica; sabem quanto posso ganhar por cada livro? 2 euros e os preços são de 49 euros de preço de capa. Fui posteriormente intimado psicológicamente e escapei para aqui onde já tinha vivido, num apartamento de uma cooperativa de habitação, com o suór do trabalho da minha mãe que tinha de enfrentar criminosos no metro da Rotunda e ajudar a mãe, eu nessa altura recebia um salário inferior ao mínimo.
    Os americanos podem a qualquer altura sentenciar à morte um cidadão Português um decreto aprovado pelo governo de Sócrates que agora abandona cobardemente as suas funções que eram um diploma encomendado como todos sabem. Eles estudaram bem.
    Agora que escrevo e numa perspectiva racional e concentrada, há que verificar cuidademente os aspectos históricos da cena social Portuguesa e Internacional, tanto no plano político, como no campo sociológico, pois tenho vivenciado uma mudez emocional à minha volta que me deixa preocupado; e a sexualidade dos jovens com preservativos a preços exorbitantes, falta de privacidade para usufruir da satisfação sexual, apoio específico no planeamento familiar e médico, como no preço dos medicamentos. Pensem que a literatura Portuguesa contemporãnea é um narcótico, por exemplo Lobo Antunes que tem uma cobiça pelo nobel, fazendo o possível para este verão em Paris, através de propaganda, calar a geração do meu pai que combateu sem que tivesse escolha e muitos vieram mutilados, o meu pai veio da guerra com stress pós traumático; é um exemplo dos narcóticos que existem globalmente.
    As informações da rádio, jornais, canais de televisão, são tranquilizantes. Em defesa da liberdade, quer-se coragem, vigilância, autonomia e lucidez.

    Eduardo Alexandre Pinto, Santo António da Caparica, 18 de Abril de 2011

    • Geração à Rasca?

      Bom Dia,

      Suponho que os anúncios no vosso site abonam o pestilento facebook que enriqueceu milhões de pessoas em acções e se Bono me pediu desculpa, todos os substitutos de contacto e falta de ideias revolucionárias ou revolucionários/as tão letrados como Aquilino Ribeiro ou Eça de Queiroz, abonam num pedido dos Deolinda para sair à rua e foram gastos milhares de euros no video e eu até podia dizer que Emily Dickinson era minha namorada mas de novo seria preso como aconteceu no mês de Julho nas mãos do Estado. Isto porque protestei de corpo presente junto de um dos responsáveis da guerra e são muitos, basta recordar quem foi o único povo do mundo que elegeu o seu carrasco (Salazar) como melhor pessoa deste rectângulozinho.

      Leiam com atenção e sintam o vazio psquico desta era, onde os erros das gerações passam pelo desconhecimento da Filosofia (coragem, vigilância, lucidez, autonomia) nos seus exercícios de omnisciência, i.e. tenham a fragrância de uma flor e sejam heróicos como as crianças. Eu sempre fiz amor nas ruas, cabe a vocês fazer o mesmo e retomar a verdadeira revolução, a sexual. A vossa é puramente económica o que é de lamentar pela negação do prazer natural em favor do artifício informático, que é uma invenção démodée.

      Atentamente,

      Eduardo Alexandre Pinto

  2. Pingback: Geração à Rasca

  3. Euricoliveira diz:

    Força nesse protesto, estou solidário com o movimento, no entanto impossibilitado de estar presente pelo facto de ter que estar num dos meus trabalhos precários…sim porque tenho 2, a somar à minha frequência no ensino superior!Força nesse protesto, porque além daqueles que estarão presentes vocês irão representar concerteza muitos mais, que como eu, prisioneiros deste sistema, estarão impossibilitados de estar presentes!Avante camaradas, a luta continua!

  4. miriam diz:

    TODOS PARA A RUA!!! O TEMPO É AGORA!

  5. Vasco diz:

    Por um país/cultura que nivela sempre por baixo, muito por baixo. E não o deveria fazer.
    Tirei uma licenciatura de cinco anos, fiz intercâmbio Erasmus e recebi louvores pela escola de acolhimento. Os meus colegas fizeram um estágio final com a duração de um semestre. Eu fiz-me à estrada e fiz um estágio “Leonardo” de um ano no estrangeiro (com trabalho apreciado pela entidade de acolhimento). Mais tarde fui trabalhar nessa empresa – já lá vamos. Pelo meio ainda fiz estágios a 300 EUR/mês em vários países para ir criando currículo e acumulando experiência. Para poder suportar estes estágios fiz de tudo, andei nas obras, servi à mesa, … E sim, também tive ajuda dos meus pais. É assim tão horrível ajudar os filhos?
    A empresa onde fiz estágio Leonardo ofereceu-me um lugar de chefia, que ocupei durante mais de dois anos). Um dia tomei a pior decisão da minha vida. Voltar a Portugal. Deixei a estabilidade e o sucesso de uma carreira em troca do meu país, disposto a regredir na carreira para estar perto da minha família.
    Comecei a procurar emprego. Não faltam (mesmo) empregos na minha área. Resultados? Zero.
    Porque colocam anúncios se nunca vão responder, seja a resposta positiva ou negativa? Porque (quando se dignam responder a candidaturas) me dizem que não possuo habilitações para empregos/trabalhos que um aluno do secundário pode desempenhar de olhos fechados? Porque falam em inovação se tudo o que fazem prima pela cópia descarada do vizinho? Porque me empurram para o recibo verde se nem pretendem pagar?
    Eu não vou mudar. Sou honesto, é bem diferente de ser estúpido. Não vou aderir à corrupção. Não sou eu que estou errado. Eu vou lutar.
    Abstenho-me de enunciar a profissão que aprendi – podia ser qualquer uma: de calceteiro a cientista espacial, passando pelo desgraçado ensino. Em todo este percurso encontrei uma constante, este país é corrupto, vive no lodo, tem duas cores que são uma (adivinhem).

    Eu não vou mudar. Sou honesto, é bem diferente de ser estúpido. Não vou aderir à corrupção. Não sou eu que estou errado. Eu vou lutar.

  6. António diz:

    Sou de uma geração que não tinha sequer o direito de protestar. Não quero, não queremos, que vos aconteça o mesmo. O futuro está nas vossas mãos. Querem mudar o mundo, pois então usem uma arma de que nós não disposemos: o voto. Não se deixem levar na cantiga de que os partidos são todos iguais. Os partidos não são todos iguais! Encaminhem a vossa luta para a transformação radical da sociedade e não pensem apenas nos vossos objectivos pessoais. Só há um caminho, de futuro e de dignidade, para vocês e para os vossos filhos, nossos netos: uma sociedade verdadeiramente socialista! Podem contar com o nosso apoio.

  7. Protestografico diz:

    Mais uma contribuição (actualizada) do Protesto Gráfico:
    http://protestografico.wordpress.com/2011/03/10/contributo-para-a-geracao-a-rasca/

  8. Hélder Fialho diz:

    Pessoal! Saudações a todos e especialmente à minha geração nascida em 86.
    Tenho 24 anos e, pela ordem “natural” das coisas, devia estar a começar a trabalhar mas ainda estou na Universidade. Motivos? Vários, sendo a falta de estudo um motivo inexistente no meu caso. O motivo principal é eu ter-me apercebido, enfim, um bocado tarde, de que o curso onde estava não era definitivamente o que queria seguir e não se ajustava a mim. Andava desmotivado, etc… Mudei de curso este ano lectivo e, felizmente, está tudo a correr pelo melhor (muito tenho de agradecer aos meus pais terem compreendido também a minha situação, apesar do investimento que já tinham feito em mim) e aqui estou cheio de vontade de aprender.
    Apesar de tudo, não tenho ilusões. Daqui a 2 anos quando acabar o curso, é praticamente certo que não vou ter logo emprego. E estou preparado pra isso! Caramba! Mesmo se conseguir algo dentro daquilo que quero, estou perfeitamente consciente que vou ter de começar “de baixo”. Tudo bem! Mas isso é muito difícil de acontecer. Próximos destino? Call center da PT, provavelmente. Seja! Não é vergonha nenhuma. Não é algo mentalmente estimulante mas sempre se ganha alguma coisa como consequência do nosso esforço e dedicação naquilo… Só que é um emprego provisório até se conseguir algo dentro do que queremos. Ninguém quer ou espera ficar por lá muito mais do que uns meses ou uns (poucos) anos. E também não é isso que vou querer para mim. Isso ou ficar preso a recibos verdes, trabalhos temporários que se arrastam, bater a todas as portas quase a mendigar um emprego e ver os meus anos a passarem e nada. Absolutamente nada.
    Como já deu para perceber, não estou na situação de vocês, mas muito provavelmente estaria se tivesse acabado o meu anterior curso no chamado “tempo devido” e muito provavelmente vou estar aqui a 2 anos quando acabar este, porque não acredito muito que isto vá melhorar. Com o Governo (ou Desgoverno) a poder cair a qualquer momento e PSD à espreita pra nos trazer mais do mesmo, FMI “com um pé fora e outro dentro” do país mais Frau Merkel e Monsieur Sarkozy, Suas Majestades Europeias (a imagem que me vem sempre à cabeça é a dos Reis Católicos, cujo lema – Tanto monta como tanto, Isabel como Fernando – se aplica perfeitamente a estes dois), a governarem-nos economicamente, já dizia o outro “o bicho vai pegá” e de que maneira.
    Tudo isto para dizer que, apesar da minha situação de outsider, estou solidário a 100% com os organizadores destas lutas e com todos os que vão estar nas manifestações. Já chega de sermos gozados e espezinhados a toda a hora! Sinto-me entusiasmado pela primeira vez desde há muitos anos porque finalmente vejo gente da minha idade a demonstrarem vontade de se unirem e gritarem a uma só voz contra este estado de coisas. A História provou que as lutas dos jovens, quando bem organizadas e genuínas, foram decisivas e ajudaram a mudar mentalidades e o rumo dos acontecimentos. Pode ser que este fim-de-semana se veja o início de algo…
    Não tomei ainda conhecimento de nenhuma, mas se houver alguma manifestação Geração à Rasca cá em Évora, e se estiver melhor da minha fortíssima constipação, sairei à rua e darei com certeza o meu contributo.
    Apesar disto, tenho alguns receios. Por favor, não façam destas manifestações um desfile e uma mera “escapadinha de fim-de-semana” pra Lisboa, Porto, whatever. A sério, é triste ver certas manifestações como já tenho acompanhado,de pessoas que mais parece que estão a orar do que a gritar com sentimento e que até trazem o pão, o chouriço e o vinho para lancharem enquanto dizem pra lá umas coisas. Se isto é uma luta a sério (e tudo me leva a crer que sim, e são de louvar os bons artistas que se decidiram juntar à causa e trazer o som de uma geração e dar a cara por esta causa – esperemos só que não seja para ganharem mais visibilidade à conta disso – ), então haja ânimo e muitas palavras de ordem! Mas também não façam como certos grupos que partem vidros das lojas e estragam as coisas dos outros (que não têm culpa). Se a polícia vos abordar normalmente, ajam normalmente e com respeito. Mas se eles começarem com tretas e vos ofenderem, então temos pena. Começo cada vez mais a achar que isto tá a precisar de um Maio de 68… A crise não explica tudo e não é a resposta pra tudo. É apenas uma parte do problema maior. Parece que já ninguém se lembra que antes desta crise mundial o nosso país já estava em crise.

    Força pessoal!

    Assinado por alguém que já perdeu há muito a confiança nesta pseudo-esquerda que nos (des)governa e que, neste momento, não acredita em nenhuma força política. Já estou como o senhor Germano Miranda que escreveu aqui mais em cima que só acredita no ser humano e nas suas capacidades.

  9. Carina Morais diz:

    Bem pessoal, leio muitos comentários, ouço muita coisa..
    Já fui funcionária até à bem pouco tempo e também tirava uns miseros cerca de 550€ mensais, onde tinha as responsabilidades de patroes pq esses nao keriam saber de nada.. e queixava-me.. claro.. sem horas para sair, com mais de 12h diárias..
    mas agora.. como já disse noutro comentário anterior, sou entidade patronal (das pequenas, mas não deixo de ter esse título..) e nem salário certo tiro.. nem aos 500€ consigo chegar e sem dia certo para tirar… trabalho mais de 14h diárias.. e muitos funcionários tiram mais que isto.. e trabalham as 8h e nem mais 1 minuto.. acham justo tb? se algo acontecer têm os seus direitos, nós pequenos patrões o que temos? Como o país está nada é certo e ficamos de mãos atadas.. Não é muito justo também a queixa dos salários baixos (se bem que admito que o são), quando muitos pequenos patrões não conseguem pagar mais sequer porque não temos quaisquers apoios enquanto os grandes têm tudo e mais alguma coisa..
    Será que toda a gente que trabalha faz por merecer o salário que tira? Ou se sentem apenas protegidos por muitas leis de hoje em dia?
    Muito pior são as queixas por querer trabalhar, mas querer e não conseguir.. agora por ter salários apesar de baixos.. sei que custa mas tem-se trabalho.. Custa hoje em dia é ver muita gente aí com rendimentos mínimos e fundos desemprego a recusarem trabalho.. e a tirarem o que estão a receber do bolso de todos nós..

  10. Miriam diz:

    Sou da geração de 80 e ingressei na Universidade em 1998, no tempo em que o valor das propinas era igual e não poderia ultrapassar o ordenado mínimo nacional. Sempre fui Trabalhadora -Estudante e, desde 1999, que moro sozinha. Estudava e ia às aulas de dia; no final da Tarde ia para um hipermercado fazer reposição. Para além deste trabalho fixo a part-time, fazia inúmeros outros part-times ao Fim-de-Semana, Feriados e Férias. Também fiz a chamada “vidinha de estudante” e saí à noite, fui a festas e bebi muitos copos.
    Os meus rendimentos não eram muito elevados mas permitiam que pagasse as propinas, o seguro do carro e as minhas despesas mensais. Mas, uns 5 anos depois, os rendimentos mantinham-se iguais, as propinas haviam aumentado para o dobro e o valor dos bens essenciais, a dobrar também. Fui obrigada a desistir de estudar por não ter capacidade financeira para pagar os estudos e subsistir.
    Dessa altura até agora, tem sido sempre a piorar. Falo com a experiência de uma jovem que mora sozinha à quase 12 anos e, afirmo veemente, era mais fácil sobreviver nessa altura.
    Sou Administrativa/Recepcionista num prestigiado Hospital Privado, com lucros acima da média, mas recebo 510,00 Euro mensais de ordenado base. Sim, sou mais uma a acrescentar à dita “geração quinhentoseurista”. Não conseguiria sobreviver com este ordenado e, por isso, continuo a fazer todos os part-times que arranje e que se adaptem ao meu Horário de Trabalho no Hospital (jornada por Turnos, entre as 08.00-24.00), para além de arrendar o meu quarto, com consentimento da minha senhoria, de há 3 anos para cá, a estudantes “Erasmus”.
    Enfim, o que quero dizer com tudo isto é que, por mais que me adapte e ao meu modo de vida às transformações económicas do meu país, por mais que trabalhe o mais que possa e consiga arranjar, por mais que me mentalize que há sempre alguém bem pior do que eu… CHEGA! O esforço é em demasia para tão pouca paga – PRECARIDADE!
    Muito obrigada aos mentores do movimento Geração à Rasca pela vossa iniciativa!
    Dia 12 lá estarei!

  11. Frozen diz:

    Eu vou, não por gostar de uma certa música dos Deolinda, não por os Homens da Luta terem ganho o festival da canção, mas sim porque sou de uma geração que quer fazer mais do que as gerações anteriores que permitiram e admitiram tudo e mais alguma coisa. por isso chegamos aonde chegamos. eu estou farto de estar desempregado e se arranjo trabalho, é precário e tenho de admitir de tudo para ganhar uns míseros 500 euros. estou farto de pensar no que será o meu futuro e estou farto de pensar que um dia terei mesmo de sair deste país. estou farto de um país em que quase só se ganha para encher o depósito do carro, em que se cortam em apoios às familias e estou farto de ouvir falar em TGV´s . eu não ficarei em casa no dia 12 como um conformista porque estou farto de aturar politicos corruptos e um povo conformista. mas e se nada conseguirmos com esta manif?? pois bem, venha a próxima geração para atirar pedras enquanto nós vamos pedindo esmola, velhos e moribundos sem reforma.

    HAJA CORAGEM!! CHEGA!

  12. Carlos diz:

    Ontem nas Amoreiras 4 jovens colavam cartazes de uma festa universitaria por cima dos cartazes da manifestação do dia 12.

    • Bruna diz:

      Carlos, ler o teu comentário chega a doer.

      • Miguel Vieira diz:

        Não não doe… É a realidade dos Portugueses… Em vez de arregaçarem as mangas, como eu fui… Não é melhor lamentarem-se constantemente isso sim doe… Os meus pais não têm possibilidade têm salários mínimos ambos… Conseguiram dar-me educação.. Fui para a Universidade onde conheci pessoas empreendedoras e com ideias como eu, fizemos uns trabalhos (ditos sites web…), juntamos dinheiro e ganhamos uma ideia num concurso… Abrimos uma empresa e empregamos 5 jovens licenciados… Nunca me lamentei “NEM SOU RASCA”, apenas me fiz à vida!!! FAÇAM O MESMO!

    • Portugal diz:

      Fizeram ele muito bem

  13. Carina Morais diz:

    Não podemos tomar todas as entidades patronais no mesmo saco..
    Sou entidade patronal, á bem pouco tempo atrás fui funcionária.. para não ficar no desemprego criei o meu próprio negócio sem ajudas do Estado (sim pq esse só ajuda quem não precisa) e posso dizer que eu sim ando à rasca.. minhas funcionárias têm o salário todos os fim de mês, eu tiro quando posso e se posso.. tenho as minhas dívidas pessoais e casa para sustentar que está dificil de aguentar.. vivo com ajudas de meus pais pq sabem o que passamos.. Tenho uma licenciatura e de nunca nada valeu.. se um dia e conforme este país nos saca impostos às pequenas empresas por tudo e por nada as coisas derem errado, nem direitos temos como entidade patronal.. Apenas não falem só a favor dos funcionários e contra as entidades patronais.. nao somos todos ricos.. ponho coisas pessoais em prol da firma (como carro e etc) pq nao posso comprar viatura pois a firma nao tem possibilidades.. e nem o gasoleo pode entrar em despesas.. conheço muitas pessoas que poderiam trabalhar se quisessem e preferem estar no rendimento minimo, fundo desemprego e rsi’s… eu propria ando à rasca para encontrar quem queira trabalhar.. nao podemos olhar a tudo pelo mesmo saco e por isso sou a favor deste protesto.. vou estar no Porto e ando a enviar avisos a todaa gente que conheço.. por um Portugal melhor mas PARA TODOS…

  14. Maria T diz:

    Parabéns pela vossa iniciativa, realmente já chega!

    A forma como criticam a nossa geração não tem qualquer tipo de qualificação a não ser lamentável. O ataque é sempre a forma mais fácil de defesa quando a razão não assiste e este é o caso dos critícos pouco informados.

    Acusam-nos de ser mimados, de viver à conta dos papás, de andarmos em festas e concertos e de sermos, em suma, um bando de preguiçosos que não se preparam para a vida.

    Somos sem dúvida a geração mais qualificada que este país já teve, temos mais qualificações que as gerações anteriores à nossa, sem termos menos capacidades. Somos por isso, não melhores, mas mais preparados.

    Sabemos o que queremos, um emprego, uma vida estável, e algo tão simples como o reconhecimento das nossas capacidades e competências em ordenados que nos permitam simplesmente viver como o mínimo de condições para que possamos criar familia. Muito se escreve acerca da necessidade de aumentar a taxa de natalidade em Portugal, mas nada se diz acerca do facto dos jovens de hoje não ganharem o suficiente para viver, quanto mais para ter crianças! Poupem-me às demagogias pseudo sabichonas, ditadas por gente que teve muito mais facilidades que nós.

    Como muitos de vocês, da minha geração, a “geração à rasca”, apesar de ter emprego tenho um ordenado que em nada traduz as minhas funções ou o empenho que nele coloco uma vez que, pelo menos, tenho a sorte de ter um trabalho que adoro. Trabalho mais de 10h por dia, tenho muita responsabilidade e ganho uma miséria, um ordenado que é 1/7 do que pagam em qualquer outro país pelo que faço e 1/4 do que pagam aos portugueses da geração acima da minha, que desempenham as mesmas funções com as mesmas, ou até inferiores, qualificações académicas.

    E agora perguntam-se, porque não me vou embora? Porque se formos todos, deixamos o NOSSO país ao abandono e à bandalheira, e sim, porque sou portuguesa com orgulho e quero contribuir para o futuro do meu país.

    Quero que se acabem com as conversas da treta, designadamente do Sr. Primeiro Ministro, que com a sua crassa iliteracia financeira insiste em dizer que “Portugal não necessita de ajuda externa, mas de políticas de austeridade…Entre vir ou não vir o FMI, há um país que perderia prestígio, além de perder também a dignidade de se apresentar ao mundo como um país que consegue resolver os seus problemas” …

    Sr. Primeiro Ministro, DEIXE DE SER RIDÍCULO!!!
    Já reparou que a taxa de juro da dívida a 5 anos está nos 7.608% e a dos 10 anos nos 7.584%!!! Acha Sr. Primeiro Ministro, que o Sr. e o seu grupo de pretensos financeiros estão a ser capazes de resolver alguma coisa??? ACHA QUE ESTE NÍVEL DE TAXAS DE JURO DE DÍVIDA PÚBLICA TRADUZ ALGUM TIPO DE PRESTÍGIO?
    ACORDE!!! Estas taxas traduzem a total descrença dos mercados financeiros na nossa capacidade de resolver o problema, EM SI, E NAS SUAS POLÍTICAS DE FINANÇAS DE VÃO DE ESCADA, que em vez de resolver a questão hipotecam o futuro das gerações vindouras, a uma taxa exorbitante. São as medidas, de “o próximo que vier que se safe” do “eu não quero ser o responsável por admitir que não conseguimos resolver isto sem ajuda” DO COBARDE E DO IGNORANTE.

    Sabe, por acaso, que nível de crescimento de PIB temos que apresentar para pagar o nível de custo de dívida que estamos a contratar???? e já se deu conta que Portugal praticamente não cresce??? e tem noção que uma subida de taxas de juro por parte do BCE ainda nos deixa mais estrangulados, com menos poder de compra? e tem noção de que a mesma subida das taxas, pode aumentar o mal parado nos Bancos – já tão “à rasca por liquidez” com 41bn cedidos pelo BCE na última semana- o que os pode obrigar a aumentar os níveis de provisões e lhes delapida os rácios de capital já tão abaixo dos bancos europeus dos países core?

    Tem noção de que os bancos têm um problema que não sabem resolver… porque nunca tiveram falta de dinheiro? e tem noção que não são os políticos que estão à frente de alguns bancos portugueses que vão resolver seja o que for? são políticos, ponto, não são economistas e muito menos percebem de finanças.

    Que triste lugar, este a que chegamos.

    Dia 12 lá estarei para dizer, Chega!

  15. José Paulo diz:

    Dia 12 TODOS para a Rua.

  16. acesso ao cartaz geração rasca em :

  17. Ana Silva diz:

    Eu vou!
    – Porque tenho 2 filhos adolescentes e temo pelo seu futuro…
    – Porque tenho 44 anos e também eu começo a sentir-me “á rasca”, temendo pela segurança do meu emprego e pela possibilidade de não ter direito a reforma de velhice (porque alguem gastou o dinheiro das minhas contribuições de uma vida inteira de trabalho)…
    – Porque não consigo ficar indiferente a todos os desempregados que me rodeiam, a todas as famílias que estão a passar fome…
    – Porque estou cheia desta cambada de palhaços que são os nossos políticos (apesar da culpa ser nossa, porque somos nós que os elegemos!) que só querem fazer de nós parvos!

  18. Lúcia Mendonça diz:

    Divulguemos, por favor, mais informações sobre as manifestações que vão decorrer noutros pontos do país. Ainda é escassa a informação sobre os locais, os percursos, não temos os cartazes disponíveis para podermos divulgar. Sugiro que os disponibilizem aqui, por favor.
    Divulguemos todas as manifestações em todo o país. Estas informações ainda são escassas.
    Faro – Largo de S. Francisco, Dia 12 de Março – 15 horas
    Muito obrigada pela vossa iniciativa e pelo vosso imenso esforço.
    Estamos muito gratos e queremos juntar-nos todos ao Protesto.

  19. Maria Sofia diz:

    Acho incrível,como existem pessoas que vêm para aqui deixar comentários de revolta, tais como ” saiam da casa dos papás” e insinuam que somos uma geração de preguiçosos!
    Lamento que tenham uma mentalidade tão medíocre e não percebam o que está à nossa volta.
    É muito revoltante tirar uma licenciatura de 5 anos, um Mestrado de 2 e continuar a tirar cursos para conseguir um currículo melhor.
    Estar constantemente a mudar de trabalho, não porque quero, mas porque não é remunerado, e quando é, exigem horas e horas para além das 8h diária por lei.
    Sujeitamo-nos a que não nos paguem o ordenado a horas, por vezes temos que estar a implorar para saber qual será o dia em que nos pagam.
    Entidades Patronais que enchem a boca para falar da crise e desculpam-se com a mesma!
    Trabalhar a recibos verdes por conta de outrem.
    Neste momento trabalho em 2 sitios, um a contrato e outro a recibos verdes, mais de 10horas por dia, para poder ter dinheiro para ter uma vida mais ao menos estável.
    Contudo há 4 anos que terminei o meu curso e há 4 anos que me sustento e conto os tostões para que chegue até ao fim do mês, pois os meus pais não têm obrigação de me sustentar!
    É este o País que temos, e ninguem faz mesmo nada… a atitude que muitos tomam, tal como o meu irmão, foi sair deste país que forma pessoas para enriquecerem outros Países, mas bem merecido, aqui ninguem nos dá valor!
    Estarei na manifestação a lutar pelos meus Direitos e Infelizmente por os daqueles que vão ter preguiça de se irem manifestar achando que alguém o fará por eles!
    Mexam-se…. alguma coisa tem que ser feita… o governo tem que resolver esta situação, e assim travará uma parte da crise de que tanto se lamenta quando aumenta impostos!

  20. Ana diz:

    Quero antes de mais agradecer-vos pelo apelo à reflexão nos problemas e ao encontrar de soluções pois são estes dois aspectos (além da participação) que realmente podem dar rumo e voz ao que sentimos. A propósito, fazia sentido que agora com tantas máquinas não fosse necessário tanto trabalho fisico duro e fosse necessário mais quem controlasse as máquinas mas talvez nos tenhamos tornado nós próprios escravos das máquinas e tenhamos que agora ter muitas mais do que as que precisamos, uma pessoa para cada máquina e consumir tudo o que elas produzem?.. O que fazer? Modificar todo o sistema político e social? Porque não? Nada que não possa ser feito, afinal a humanidade é feita de humanos que já mudaram o rumo da História inúmeras vezes.
    Algo bonito neste protesto é o facto de este não ser personalizado e assim assumir dimensões e contornos muito maiores e mais amplos do que se fosse personificado por alguém. E cabe a quem o vir reflectir para agir pois como diria José Saramago: “Aprendi a não tentar convencer ninguém. O trabalho de convencer é uma falta de respeito, é uma tentativa de colonização do outro”.

  21. Sandra Fernandes diz:

    La estarei pelo fim da corrupção, pelo nao-conformismo e por uma mudança com mais justiça.

  22. Antonio costa diz:

    “A RASCA estao a maiorio dos portugueses Nasci em 1961 passei por inumeras dificuldades mas nunca imaginei que o meu PORTUGAL chegasse a este triste senario de desespero de muintos portugueses sem culpa das mas´´ politicas dos politicos gestores de empresas e outros responsaveis pelo estado da pais .Vamos mostrar a todo o mundo quem sao os portuguses … NO DIA 12 MARCO VAMOS DEMONSTRAR O NOSSO DESCONTENTAMENTO …TODOS NA RUA PROTESTANDO …….VIVA PORTUGAL VIVA O 25DE ABRIL::::::: VAMOS CANTAR ATE QUE A VOZ NOS DOIA …GRANDOLA VILA MORENA VIVA PORTUGAL

    • ROSARIO ANDRE diz:

      SOU MULHER PORTUGUESA TRABALHEI 36 ANOS E AGORA….ESTOU DESEMPREGADA `A 3ANOS OBRIGADA PORTUGAL ESTOU PRESENTE NO DIA 12 NO PORTO.

  23. Pingback: Protesto da “Geração à Rasca” dia 12 de Março « "Tretas sem importância"

  24. Carlos Moura diz:

    Vou imprimir e colar onde puder!!!

  25. Luís Pereira diz:

    Vamos lá ver a capacidade e a realidade da geração à rasca.
    Sou de outra geração que lutou mas cujos líderes hoje se acomodam nas cadeiras do poder.
    Reconheço a dificuldade mas não reconheço as capacidades de luta desta geração à rasca.
    Julgo que se o convite fosse para uma party ou para um concerto com muita cerveja seria garantida uma enchente, mas para a luta política parecem-me demsiado ignorantes e incipientes.

    • Sr. Luis Pereira, o que podemos nós chamar a quem chama de ignorantes e incipientes à geração com mais formação que esta nossa nação já teve?Voçê pertence a uma geração que lutou mas não reconheçe as capacidades de luta desta geração?Só o seu último paragrafo me fez compreender a totalidade do texto:voçê nunca pôs os pés numa universidade ou pôs e não teve direito aos copos e namoricos tão próprios desta fase da vida(fomos nós que inventamos as festas académicas e concertos??) e agora é uma pessoa frustrada.Espero que não tenha filhos…

      • Carlos Moura diz:

        Tantas são as grandes empresas crescem à custa de trabalho escravo…. !!! Estou farto!!!

  26. kika diz:

    k sabem eles o que e realmente uma geração a rasca!??
    andamos a perder a nossa juventude a adiar ter os nosso filhos at podiamus tentar ter dois trabalhos!!
    mas nem um quanto mais dois??!!!
    será que ninguém ve isso!
    eles vao para o parlamento e falam sobre nos!!
    falam sem saberem1
    a juventude deles ja passou e nos aki a lutar pela nossa!!
    pelo nosso futuro !!
    queremos poder comprar casa !
    como eles ja tem!
    queremos ter dinheiro para sustentar uma futura familia!
    como ele ja tem !
    queremos ter uma vida minimamente estavel como eles ja tem !!
    pedimos apenas que olhem para nos e que vejam no que se ta a turnar a nossa geração o que eles estao a fazer de nos!!
    vamos lutar por novas opurtunidades!!
    e que ate nus super mercados nao temos mais !!
    esta tudo superlotado
    aonde e que vamos chegar??
    eles querem nos levar ao limite e estao a conseguir!!
    va la gente!!

    • rosa diz:

      podíamos começar por escrever português correctamente, isto é, se quisermos que acreditem que somos assim tão qualificados!!!😉

    • Portugal diz:

      Como é possivel,tem vergonha na cara e vai aprender a escrever.É por existirem seres como tu que esta geração é tão mal vista,aprende abre os olhos e depois sim,opina.

      • rafael diz:

        diz o roto ao nu como te vestes tu, a seguir a uma virgula leva espaço!

  27. edu diz:

    Vamos organizar isto…boleias, marcar reuniões, transportes tudo em todas as cidades. Vão a este forum, e organizem-se e DIVULGUEM no vosso mural o forum.

    http://geracao-a-rasca-12.forumeiros.net/

  28. PVdF diz:

    Faço parte do grupo criador do projecto Portugal Visto de Fora. Quero antes de mais nada dar-vos os parabéns pela iniciativa. Espero que não seja uma acção isolada, como tantas outras manifestações. Que realmente possa ser o inicio de algo, seja o que for, mas que se mantenha o espírito critico e a ambição por uma vida melhor e mais justa.

    O nosso projecto apoia a vossa iniciativa. Não tendo ainda suporte em Portugal, já que esta ideia surgiu em Barcelona, incentivamos desde o nosso blog e no FB que os portugueses espalhados no mundo que se manifestem também no dia 12 de Março.

    Convidava-os para entrarem no nosso blog:
    http://portugalvistodefora.wordpress.com/

    e no nosso grupo de facebook:
    http://www.facebook.com/profile.php?id=100000980015613

    e se gostarem da nossa ideia que se associem. Seria muito bom que pudessem contribuir com as vossas ideias para este projecto que agora começa!

    Já agora e como sugestão, seria bom, uma palavra de incentivo, no vosso blog para os portugueses e muitos que emigraram, por esta situação de vergonha nacional.

    Um abraço e até dia 12!
    Nuno Margalho

  29. Muito preocupado com o futuro das minhas filhas

    Também já divulguei…até dia 12

  30. Ana diz:

    Os ventos da mudanca aproximam-se…. Talvez nao vivemos numa ditadura, mas as dificuldades, frustracoes, limitacoes economicas e sociais sao as mesmas. Ha licoes a tirar dos acontecimentos no Egipto e Tunisia, verdadeiras revolucoes do povo, sem lideres ou partidos, simplesmente manifestacoes de descontentamento geral.
    Nos tambem estamos descontentes, nos tambem sofremos… E chegou a nossa vez de demonstrar que NOS, Portugueses (sem sindicatos, partidos ou ideologias) queremos um futuro melhor agora!
    A todos aqueles que se juntam nos cafes e falam em mudanca, a todos aqueles que veem as noticias e ainda se sentem revoltados, a todos os que acreditam que juntos podemos fazer a diferenca, agora é o tempo de agir e gritar BASTA! EU CONTO! ESTOU AQUI!

  31. Pertenço a uma geração anterior ….. naturalmente responsável pela situação que hoje vivemos. Não posso deixar de estar convosco!
    Hoje o mundo atravessa um período difícil em que a geração mais nova tenta a mudança de paradigma – “ter é poder” e “não é preciso fazer nada para ter direito a tudo!” têm de ser substituídos por “saber ser, saber estar”. Só desse modo o “Homem” é verdadeiramente avaliado pelo que faz na vida e muito especialmente pelo que faz pelos outros. Só deste modo será possível construir um futuro mais digno e justo para todos. Basta encarar o desafio da vida com paixão, flexibilidade, tacto, adaptabilidade, inteligência, capacidade de desaprender para reaprender, intensa revisão sobre vossos objectivos de vida, desejo obcecado de crescer, ser persistente sem ser insistente, respeito pelo ser humano, espírito empreendedor com gosto pelo risco, humildade para recomeçar, sendo proactivos em vez de reactivos, com inteligência emocional, iniciativa e vontade de vencer vocês chegarão bem alto (o céu é limite !).
    Ao sentir o vosso querer não posso deixar de sonhar com “amanhãs” melhores.

  32. Valdema Duarte diz:

    É muito bom ficar na cama dos papás até ás tantas, porque durante a noite andaram a curtir á custa dos papás, que vão fornecendo cama, mesa e roupa lavada e ainda a respectiva mesada, pelo que não sentem necessidade de procurar trabalho, por outro lado sabe-se que muito do trabalho que há para fazer não é feito com computadores ou com a esferográfica, mas sim com ferramentas que exigem algum esforço físico e isso não interessa aos nossos jovens “Á Rasca”, que estudaram ou passearam os livros durante anos, em que partilhavam a escola com as discotecas e outras formas de lazer, que eram muito mais importantes e menos estressantes do que a escola, que dizem que não estudaram para trabalhar no duro, mas para terem um emprego compatível com o “canudo” que obtiveram sabe-se lá como. Hoje muitos dos papás já não têm recursos para continuarem a subsidiar os filhinhos e então acordaram, culpando os outros das incompetencias e irresponsabilidades deles próprios.
    Cresçam, preparam-se para a vida, porque os vossos pais comeram pão que o diabo amassou para vós teres uma uma boa vida, mas como tudo, não dura sempre.

    • Romeu diz:

      Sinceramente ainda não tinha “postado” nada, porque tudo o que foi aqui referido no blog está de acordo com o que penso. Por isso apenas procurava um “post” deste género para fazer valer as minhas palavras. Há muitos casos distintos, daí que procuro sempre não ferir susceptibilidades. No entanto, não posso deixar o seu “post” aqui de forma isolada generalizando que os jovens hoje não querem trabalho duro. Esta geração alvo da construção deste site, refere-se a jovens que tiraram uma licenciatura e que não arranjam emprego. Ora a natureza dessa licenciatura é que vai determinar se o trabalho é feito com “computadores” ou “esferográfica”. E se hoje podem existir jovens com aptidões tecnológicas para substituir o trabalho outrora duro com a implementação de um software que só visa o desenvolvimento da empresa, não vejo mal nisso. Se fosse a julgar as pessoas, como fez no seu “post” provavelmente atiraria exemplos para o ar do género: “aquele deixou de estudar no 9º ano, e começou a trabalhar. Ironicamente, é meu vizinho, tem a minha idade, dei-lhe aulas o ano passado nas Novas Oportunidades, ele ficou com o 12º ano, continua a trabalhar e foi aumentado por ter o 12º ano, e eu fiquei desempregado”. Não sei se captou a ideia…

    • Ana de Castro diz:

      Concordo com o Romeu. Há casos e casos, mas não é por acaso que estamos a assistir uma união deste calibre através deste protesto. A união existe porque as pessoas identificam-se em torno de uma causa comum por todos experienciada. Olhemos com atenção para os jovens de hoje. Claro que há sempre quem não queira fazer nada ou que não queira trabalhar a não ser para fazer valer as habilitações que tem, mas digo-lhe. Tenho mais formação que a maioria das pessoas que conheço e ao longo da minha vida de estudante nunca deixei de aproveitar todos os trabalhos que me apareceram à frente, desde à limpeza, ao cuidado de crianças, prestação de serviços em empresas de trabalho temporário, etc.,etc. Dou valor tanto ao trabalho intelectual como ao trabalho físico. Ambos são libertadores. Não estaria aqui a escrever tudo isto se não acreditasse verdadeiramente que sou um exemplo no meio de muitos que conheço e certamente no meio de muitos vultos que partilham a mesma opinião. Actualmente estou a acabar a minha formação e procuro por um trabalho que me permita ajudar a pagar as despesas em casa de forma digna, mas infelizmente é assim que estamos. Todos os trabalhos que encontro visam a exploração ou então dizem-me que tenho formação a mais. É contra esta precariedade que lutamos.

      • Romeu diz:

        Compreendo perfeitamente a sua situação, e revejo-me nela. Também eu já trabalhei em empresas de trabalho temporário, como prestador de serviços e aguardei 10 meses pelo pagamento do serviço. E gostava também de deixar uma anotação: noto que muitos desta geração são das licenciaturas de 5 anos (pré-Bolonha). Ora muitos dizem que a culpa é nossa, que escolhemos mal o curso. Ora indiquem-me quem é o “bruxo” que adivinha o que vai acontecer no mercado empresarial daqui a 5 anos! Na altura que escolhi o curso, optei por uma área promissora, mas que devido às estratégias do governo, foi-se desvanescendo (ou não, por vezes é contraditório, daí a complexidade dos casos). Mas isto para justificar porque entendo que alguns colegas meus “passeavam” os livros no 4º ano de licenciatura. Porque “passeavam” nas cadeiras que de certa forma nada acrescentaria às competências técnicas. Mas eram também esses que “passeavam” os livros, que faziam directas em casa, a elaborar trabalhos de investigação e a aprender e actualizar as matérias que infelizmente não constavam no plano de cursos, tendo em conta que esse plano estava desactualizado face às exigências de mercado. Felizmente já notaram que é ridículo demorar 5 anos a tirar uma Licenciatura, mas por outro lado, esqueceram-se de encaixar aqueles que tiveram de a tirar em 5 anos. Esse encaixe é necessário, é tudo uma questão de prioridades. Mas um raciocínio lógico, tenho visto que a maior parte da população sente que estamos num país cada vez mais dependente e sub-desenvolvido. Porque não apostar nesta geração para ver se algo muda?

    • vitor lima diz:

      “vós teres uma uma boa vida”
      hehe
      vai aprender a escrever! ignorante!

    • Catarina Lente diz:

      Primeiro de tudo Valdema, sinto-me um pouco desanimada pelo teu comentário e por outro agradeço que o tenhas feito, porque acho muito sinceramente que representas uma % importante da sociedade portuguesa, que nunca teve a possibilidade e o acesso aos recursos que a suposta geração que anda “á rasca” teve, que criticam que não aproveitamos, que estamos há espera que o estado ou as empresas continuem a fazer o papel dos “papás”.
      Gostava de te relembrar e explicar-te caso não tenhas entendido, que não é de isso que se trata, neste momento. Uma grande parte da sociedade portuguesa anda “a rasca” há algum tempo e não vê, medidas eficazes que façam ver que essa situação vai melhorar. Os que temos “canudos” não temos forma de aplicar os nossos conhecimentos e contribuir para o crescimento do nosso país, ou de contribuir e sentir que não é valorizada e recompensada economicamente. As famílias que sofrem de esse problema que tu descreves, a responsabilidade é das duas partes, dos filhos preguiçosos e de muitos pais que exactamente porque “comeram pão que o diabo amassou para vós”, pensaram de uma forma ingénua que ter um curso e estudar era a solução dos problemas, e que inconscientemente continuam a alimentar essa situação, como se trata-se de um investimento que não dá resultados. Para tratar filhos preguiçosos é necessário também “papás” que tenham a responsabilidade e a coragem de não alimentar isso, porque um filho não é um animal de estimação, nem um investimento a largo prazo.

      Tenho alguma pena, por ti claro, que apenas tenhas contacto com estes casos, que acredita não é apenas em portugal, é em todo lado, e que não é um problema de estado, é um problema de educação, e que não representa a maioria das pessoas que estão a aderir a este protesto.

      Os meus pais como muitos pais neste país, trabalharam e lutaram toda uma vida para que a minha geração denominada “rasca” no seu momento por um jornalista que representa uma mentalidade “provinciana”, pode-se construir um pais progressista, europeu e não apenas agrícola, industrial e de sentimento de “império perdido”.

      Uma geração capaz de gerar os seus próprios projectos, com critério, com noção que “o dinheiro não cai do céu”, que somos profissionais, não apenas trabalhadores, que o mundo não é o bairro onde vives, que o conhecimento não ocupa lugar , que somos responsáveis pelos nossos actos e que realizar um bom trabalho não é apenas para ganhar dinheiro, mas sim para construir um futuro melhor para todos.

      Agora é a nossa responsabilidade e respeito por toda uma geração anterior conquistar essa igualdade, mostrar e relembrar aos políticos do nosso país, que já deixamos de ser um país de ignorantes, e que eles têm a responsabilidade, o dever de nos apoiar, de construir meios legais para podermos por em prática de forma justa os nossos conhecimentos. Que não pedimos dinheiro, pedimos que façam o seu trabalho, que deixem de nos tratar como ignorantes, que apoiem as novas estruturas, que não desperdicem as horas de trabalho em discursos de ego, que terminem de alimentar as empresas onde a mentalidade de contratar um profissional é estar a fazer-nos um favor, que sejam um exemplo, que enfim representem também os interesses da nova populaçao portuguesa, não apenas dos apelidos, pois nós somos a parte que pode fazer mudar as coisas em Portugal, estamos aqui, só precisamos que nos apoiem, que nos ajudem a borrar a imagem de um país com complexos de tamanho, que aproveitem bem os recursos humanos que têm neste momento em Portugal e espalhados por todo o mundo, e que estiveram a formar nos últimos 40 anos, desde um perspectiva realmente actual e real e não “medieval”.

      E só para terminar gostava ainda de te dizer que estarias a mentir-nos totalmente dizendo que também tu não gosta de dormir, comer e relacionar-te com os teus amigos, e quase aposto contigo e ganho, que tens um telemóvel melhor que o meu, tiveste mais férias, que pelo menos compraste uma peça de roupa durante os últimos 2 meses, não divides casa e tens um computador só para consultar internet, do qual aproveitaste para escrever este comentário.

      Pois aproveita também para informar-te melhor, conheceres realmente a geração que anda a rasca e em vez de criticar, apoiar-nos, pois somos os primeiros da nossa historia que fomos educados a respeitar tanto as pessoas que usam “computadores ou com a esferográfica” como também “ferramentas que exigem algum esforço físico”.

    • Isabel diz:

      Não pode dizer que somos uma geração que apenas queremos borga….e que estamos sempre à espera que os papás estejam lá para nos manter..e dar dinheiro….
      Eu sempre forcei para estudar mesmo quando o que os meus pais queriam era que fosse trabalhar para ajudar nas despesas da casa..sim…porque em minha casa os filhos sempre deram o salário para ajudar, ninguém nos mantia!!
      Completei o 12º ano…e tirei uma formação profissional à minha custa!
      Passado 3 anos resolvi entrar na Universidade com a expectativa de um melhor futuro!Sou trabalhadora-estudante para poder pagar as despesas que tenho…moro na residência da universidade porque não tenho dinheiro suficiente para pagar um apartamento!!Os pais não ajudam em nada!!Agora diga-me…quem é que está à espera que os pais nos mantenham???
      Nós somos uma geração com ideais….e tentamos lutar por eles…contudo estão sempre a nos puxar para trás…e não nos deixam mostrar as nossas capacidades!!
      Lamento que não tenha tido acesso a uma educação superior…e lamento que os seus pais não se tenham importado com isso…mas tenho lhe a dizer…os meus também não se importam…e contudo tornar-me-ei Engenheira!!!
      Trata-se de força de vontade…..que é o que marca esta geração!!!
      Dia 12 estarei lá para apoiar toda uma geração que está a ser desperdiçada!!!

    • Filipa diz:

      É exactamente com este tipo de comentários que fico revoltada.
      Parece que não compreendem a nossa situação, o E/estado das coisas.
      Isto chegou a um ponto que quase não se vê a luz ao fundo do túnel.
      Sempre fui uma aluna exemplar, lá consegui entrar na Universidade com muitas dificuldades e conclui o meu curso com uma média excelente. Como fiz tudo de seguida saí com 21 anos e depois procura de emprego: o que via que me poderia interessar minimamente tinham como requisitos 3 anos de experiência ou 25 anos, e para além que não fez mais nada a não ser estudar não me consegui incluir em local nenhum (fora part-times pela porta do cavalo). Como muitos outros segui para Mestrado, no meu primeiro dia de aulas a minha mãe faleceu. Quase não tive bolsa pois anteriormente era um ordenado para 4 e agora é apenas para 3..se não tivesse bolsa não tinha outra opção a não ser desistir, consegui a mínima, que não dá nem para as portagens que pago, mas ainda assim, e com bastante esforço do meu pai e meu lá o estou a fazer. No preciso momento estou numa loja, que pertencia à minha mãe, sem tirar ordenado, porque não é possível (e como tal compreendo perfeitamente os pequenos patrões, pois os grandes é que sabem e conseguem safar-se) e a receber 40€ de pensão da morte da minha mãe, e a estudar à noite.
      Digam-me agora como consigo sair da casa do papá.

  33. Veloso diz:

    Bora lá malta,isto é uma vergonha,aí se vem ai o FMI…..eu estou lá!!!!

  34. urantiapt diz:

    Também pertenço a geração que vos criou e como tal não poderia de estar solidaria com todos vós. Já coloquei a vossa mensagem no meu blog. Até dia 12.

  35. jose b.n. diz:

    Estamos nos Pais(A RASCA)Com os filhos,estodados,Escravisados,Formados,E NAO COLOCADOS.ou empregados;

  36. Sou um ex combatente por tal motivo estou convosco! Lutem não temam, mesmo que a policia apareça sois muito mais do que eles e têm a razão do vosso lado! Viva portugal! Não temho partido e jamais terei apenas acredito no ser humano e nos seus valores!

    • Alexandra Correia diz:

      Também o meu pai é um ex combatente sem medo! Revoltado pelo que este país o maltratou desde a sua juventude… Sem reconhecimento algum!
      Irei estar presente neste manifesto, quanto mais não seja pelo dever cívico.
      Pela falta de oportunidade de sonhar por algo melhor!
      Contra o conformismo!
      Por querer sair de casa dos pais e não poder!
      Pela precariedade de emprego!
      Pelo sentimento da inutilidade de uma licenciatura e pós-graduação!

      POR ME SENTIR PARVA

  37. Joao Sobral diz:

    Companheiros de geração. actualmente vivemos não numa democracia, mas numa oligarquia dominada pela banca e pelas grandes empresas, aliadas a um sistema de governação ineficaz e corrupto fechado a uma nova modança. Não concurso público ou cargo que não esteja previamente destinado aos senhores do sistema e aos seus familiares e amigos, evitando sempre toda a transparência e numa igualdade de oportunidades forjada.

  38. Bruno diz:

    Acabei de por o flyer no meu blog. Infelizmente nao vou poder ir (vivo no estrangeiro) mas estou convosco e espero que corra tudo bem. Também eu tive de emigrar porque apesar de licenciado nao consegui arranjar emprego.

    • Tiago Goncalves diz:

      pois tal como eu, tambem emigrei e nao poder participar. mas posso participar na divulgacao e è o que tenho estado a trabalhar neste momento.
      Alguem ja foi capaz de criar um press-release ou algo assim em ingles??
      Se alguem souber, diga.
      Tenho estado a enviar Twits com o site mas em portugues, em ingles era mais conveniente.Obrigado

  39. miguel calado diz:

    ISTO É DE QUEM NADA TEM A FAZER POIS DIGAM LÁ NÃO É VERDADE ? EM VEZ DESTA QUE NÃO MAIS É DO QUE A PROVA DE FALTA DO QUE FAZER VAMOS MAS É TODOS PROTESTAR CONTRA A MERDA DO IVA/ GOVERNO! QUE PORTUGUESISMO DE CÓCÓ.SEMPRE A ENGONHAR COM COISINHAS SEM IMPORTÂNCIA (O QUE DIZEM A NOSSO RESPEITO ) É SÓ ESTE O VOSSO CASO,NÃO FODASSE.

    • Nelson diz:

      Ó CALADO, te cala-te pá!!!!

    • Pedro Barreto diz:

      Perdeste uma boa ocasião de ficar calado
      e deste a saber que te sentes frustrado
      sai de casa de espirito aberto
      e faz alguma coisinha por ti abaixo
      só assim podes falar, cantar, sonhar
      ganhar o direito de tocar contrabaixo
      de rufar os tambores,
      de combateres as dores,
      de fazeres a diferença,
      em vez de andares a cagar sentença

      tu és a rua
      tu és a mudança…

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