INE terá de se pronunciar sobre a pergunta 32 dos censos


Os movimentos de trabalhadores precários FERVE, Precári@s Inflexíveis e Intermitentes do Espectáculo e do Audiovisual e os cidadãos João Labrincha, Paula Gil e Alexandre de Sousa Carvalho, entregaram ontem no Tribunal Administrativo de Lisboa uma intimação solicitanto alteração da pergunta 32 dos censos, “Qual o modo como exerce a profissão indicada?” (ver aqui).
Hoje tivemos conhecimento que o Tribunal terá enviado um pedido de esclarecimento ao Instituto Nacional de Estatística relativamente ao conteúdo daquela pergunta.
Para além disto, o Provedor de Justiça já informou que recebeu 435 queixas de cidadãos e cidadãs que responderam ao apelo dos movimentos de precários.
A luta contra a precariedade passa também por podermos conhecer os números da precariedade, porque, só assim, o poder político poderá elaborar políticas públicas que combatam esta chaga social. Infelizmente, não foi essa a escolha aquando da elaboração dos questionários dos censos, tendo-se preferido manter o número de falsos recibos verdes na obscuridade.
Via Precários Inflexíveis
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11 respostas a INE terá de se pronunciar sobre a pergunta 32 dos censos

  1. paula diz:

    tenho a certeza que, assim como eu, há milhões de pessoas neste país que querem dar a sua opinião. vamos exigir um referendo! vocês têm as condições de se organizarem e exigir um referendo para que possamos dar a nossa opinião sobre o destino a dar ao nosso país.
    vamos dizer BASTA! a toda esta situação … vamos arregaçar as mangas e tomar conta do nosso país, ele é NOSSO!

    obrigada
    Paula Cordeiro

  2. paula diz:

    (continuação …)

    Foi assim que se iniciaram as reformas de fundo no país, com o inevitável aumento de impostos, amparado por uma reforma fiscal severa. Os cortes na despesa foram inevitáveis, mas houve o cuidado de não “estragar” os serviços públicos tendo-se o cuidado de separar o que o era de facto, de outro tipo de serviços que haviam sido criados ao longo dos anos apenas para serem amamentados pelo Estado.
    As negociações com o FMI foram duras, mas os islandeses não cederam, e conseguiram os tais empréstimos que necessitavam a um juro máximo de 3,3% a pagar nos tais 30 anos. O FMI não tugiu nem mugiu. Sabia que teria de ser assim, ou então a Islândia seguiria sozinha e, atendendo às suas características, poderia transformar-se num exemplo mundial de como sair da crise sem estender a mão à Banca internacional. Um exemplo perigoso demais.
    Graças a esta política de não pactuar com os interesses descabidos do neo-liberalismo instalado na Banca, e de não pactuar com o formato do actual capitalismo (estado de selvajaria pura) a Islândia conseguiu, aliada a uma política interna onde os islandeses faziam sacrifícios, mas sabiam porque os faziam e onde ia parar o dinheiro dos seus sacrifícios, sair da recessão já no 3º Trimestre de 2010.
    O Governo islandês (comandado por uma senhora de 66 anos) prossegue a sua caminhada, tendo conseguido sair da bancarrota e preparando-se para dias melhores. Os cidadãos estão com o Governo porque este não lhes mentiu, cumpriu com o que o referendo dos 93% lhe tinha ordenado, e os islandeses hoje sabem que não estão a sustentar os corruptos banqueiros do seu país nem a cobrir as fraudes com que durante anos acumularam fortunas monstruosas. Sabem também que deram uma lição à máfia bancária europeia e mundial, pagando-lhes o juro justo pelo que pediram, e não alinhando em especulações. Sabem ainda que o Governo está a trabalhar para eles, cidadãos, e aquilo que é sector público necessário à manutenção de uma assistência e segurança social básica, não foi tocado.
    Os islandeses sabem para onde vai cada cêntimo dos seus impostos.
    Não tardarão meia dúzia de anos, que a Islândia retome o seu lugar nos países mais desenvolvidos do mundo.
    O actual Governo Islandês, não faz jogadas nas costas dos seus cidadãos. Está a cumprir, de A a Z, com as promessas que fez.
    Se isto servir para esclarecer uma única pessoa que seja deste pobre país aqui plantado no fundo da Europa, que por cá anda sem eira nem beira ao sabor dos acordos milionários que os seus governantes acertam com o capital internacional, e onde os seus cidadãos passam fome para que as contas dos corruptos se encham até abarrotar, já posso dar por bem empregue o tempo que levei a escrever este artigo.

    email enviado por Francisco Gouveia, Eng.º
    gouveiafrancisco@hotmail.com

  3. paula diz:

    (continuação …)

    Ao poder económico mundial, e especialmente o Europeu, tão proteccionista do sector bancário, não interessa dar notícias de quem lhes bateu o pé e não alinhou nas imposições usurárias que o FMI lhe impôs para a ajudar.
    Em 2007 a Islândia entrou na bancarrota por causa do seu endividamento excessivo e pela falência do seu maior Banco que, como todos os outros, se afogou num oceano de crédito mal parado. Exactamente os mesmo motivos que tombaram com a Grécia, a Irlanda e Portugal.
    A Islândia é uma ilha isolada com cerca de 320 mil habitantes, e que durante muitos anos viveu acima das suas possibilidades graças a estas “macaquices” bancárias, e que a guindaram falaciosamente ao 13º no ranking dos países com melhor nível de vida (numa altura em que Portugal detinha o 40º lugar).
    País novo, ainda não integrado na UE, independente desde 1944, foi desde então governado pelo Partido Progressista (PP), que se perpetuou no Poder até levar o país à miséria.
    Aflito pelas consequências da corrupção com que durante muitos anos conviveu, o PP tratou de correr ao FMI em busca de ajuda. Claro que a usura deste organismo não teve comiseração, e a tal “ajuda” ir-se-ia traduzir em empréstimos a juros elevadíssimos (começariam nos 5,5% e daí para cima), que, feitas as contas por alto, se traduziam num empenhamento das famílias islandesas por 30 anos, durante os quais teriam de pagar uma média de 350 Euros / mês ao FMI. Parte desta ajuda seria para “tapar” o buraco do principal Banco islandês.
    Perante tal situação, o país mexeu-se, apareceram movimentos cívicos despojados dos velhos políticos corruptos, com uma ideia base muito simples: os custos das falências bancárias não poderiam ser pagos pelos cidadãos, mas sim pelos accionistas dos Bancos e seus credores. E todos aqueles que assumiram investimentos financeiros de risco, deviam agora aguentar com os seus próprios prejuízos.
    O descontentamento foi tal que o Governo foi obrigado a efectuar um referendo, tendo os islandeses, com uma maioria de 93%, recusado a assumir os custos da má gestão bancária e a pactuar com as imposições avaras do FMI.
    Num instante, os movimentos cívicos forçaram a queda do Governo e a realização de novas eleições.
    Foi assim que em 25 de Abril (esta data tem mística) de 2009, a Islândia foi a eleições e recusou votar em partidos que albergassem a velha, caduca e corrupta classe política que os tinha levado àquele estado de penúria. Um partido renovado (Aliança Social Democrata) ganhou as eleições, e conjuntamente com o Movimento Verde de Esquerda, formaram uma coligação que lhes garantiu 34 dos 63 deputados da Assembleia). O partido do poder (PP) perdeu em toda a linha.
    Daqui saiu um Governo totalmente renovado, com um programa muito objectivo: aprovar uma nova Constituição, acabar com a economia especulativa em favor de outra produtiva e exportadora, e tratar de ingressar na UE e no Euro logo que o país estivesse em condições de o fazer, pois numa fase daquelas, ter moeda própria (coroa finlandesa) e ter o poder de a desvalorizar para implementar as exportações, era fundamental.

    (continua…)

  4. paula diz:

    vamos mudar tudo isto! temos que mudar tudo isto! podemos e temos o dever cívico de mudar e proteger o nosso país, de dizer não a esta cambada de políticos e banqueiros que estão gordos à abarrotar à nossa custa.
    desde o PCP ao CDS é tudo a mesma velha política, gasta, mórbida e interesseira. foram todos eles que colocaram o país nesta situação, pois que sejam eles a pagar com as suas fortunas.
    precisamos de novas caras, de novas mentalidades, de ideias concretas!
    a velha política já não leva a nada, por isso ir votar à esquerda ou à direita não nos vai levar a lugar nenhum!
    temos que renovar, refrescar e só assim vai ser possível mudar tudo isto.
    nós somos mais que eles, temos que lhes dizer NÃO, BASTA!
    vamso dizer não ao que vão querer negociar com o FMI.
    vocês já começaram e têm poder de mobilizar as pessoas, façam mais! vamos mudar isto, de uma vez por todoas acabar com estas políticas gastas!
    NÓS TEMOS PODER! SOMOS TODOS NÓS QUE TEMOS O DEVER DE MUDAR! VAMOS DIZER NÃO!

    recebi este email, que é um pouco longo mas que vale a pena lêr e que mostra que a mudança é possível … obrigada!

    Paula Cordeiro

    Faz-nos falta opinião crítica e incomodada sobre o assunto…

    (Estamos neste estado lamentável por causa da corrupção interna – pública e privada com incidência no sector bancário – e pelos juros usurários que a Banca Europeia nos cobra.
    Sócrates foi dizer à Sra. Merkle – a chanceler do Euro – que já tínhamos tapado os buracos das fraudes e que, se fosse preciso, nos punha a pão e água para pagar os juros ao valor que ela quisesse.
    Por isso, acho que era altura de falar na Islândia, na forma como este país deu a volta à bancarrota, e porque não interessa a certa gente que se fale dele)
    foto
    Não é impunemente que não se fala da Islândia (o primeiro país a ir à bancarrota com a crise financeira) e na forma como este pequeno país perdido no meio do mar, deu a volta à crise.
    (continua…)

  5. Marília Freitas diz:

    Bom dia

    Sou colaboradora do JPN, o jornal online da Universidade do Porto. Na sequência da crise política e económica instalada no nosso país, e depois do movimento “Geração à rasca” ter despertado sobretudo a consciência dos jovens para essa situação, estamos a recolher opiniões de diversas gerações à rasca sobre o panorama actual do país. Deste modo, gostaria de saber se alguém estaria disponível para uma pequena entrevista (telefónica).
    Aguardo uma resposta.

    Atentamente,
    Marília Freitas

    • Maria Inês diz:

      Mais uma vez, obrigada pelas elucidada e esclarecedoras respostas a dar no formulário da queixa à pergunta e pela vossa iniciativa! Ontem afirmei e hoje reafirmo: estou convosco numa defesa que é já a dos direito humanos! Força!

  6. Amigos, por erro, creio, que técnico, repetiu-se algum conteúdo do comentário que segue. Ao menos, não pecou por defeito!
    Para o V/ PARTDO DA JUVENTUDE, escolham os melhores académicos – há por aí tantos licenciados desempregados! – para se apresentarem credíveis perante o povo. Ele escolher-vos-á!
    Francisco Domingues, professor

  7. Para além do censos, há a crise, crise que é um desafio sobretudo para os jovens precários e não só. Assim, transcrevo o último texto do meu blog “Ideias-Novas” cujo acesso é: http://ummundolideradopormulheres.blogspot.com
    “Não poderia, nesta hora de crise, deixar de me associar ao que circula no facebook e não só. Goradas que foram as expectativas da formação de um GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL por Cavaco Silva, eis a voz, se não de todo, pelo menos de uma boa parte do povo:
    «E agora, Portugal?
    O PR, entrou pelo caminho mais fácil e mais favorável! Fazer um GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL, convidando os melhores, dava muito trabalho e poderia macular a sua “imaculada” aura. Assim, os outros que assumam a responsabilidade e que trabalhem! É: um bom emprego com o menor trabalho possível é o que é o do actual presidente! E o povo? – O povo que trabalhe ou… se trabalhe! Afinal, ao contrário do que dizem alguns sábios (conselheiros e líderes partidários – os únicos, com o PR, a quererem eleições!), teria sido simples: os partidos indicavam dois ou três nomes, o PR escolhia outros tantos e aí tínhamos um Governo de consenso. Enfim, os GRANDES HOMENS DEFINEM-SE NAS GRANDES DIFICULDADES! Infelizmente, Portugal não teve essa sorte!
    Posto isto, o que podemos – nós o povo! – fazer! Se o PR não quis meter as mãos na massa, se os partidos, nenhum merece credibilidade e, como já foi afirmado por muitos, não se vão renovar por dentro para a merecerem, só nos resta não ir votar: ABSTENÇÃO EM MASSA!
    Assim, forçaremos a revolução necessária para que esta democracia deixe de ser uma partidarite e se torne realmente democracia! E forçaremos um governo que ponha o país e os cidadãos e suas estruturas nos eixos! É que nada funciona, caramba! Todos a servirem-se e ninguém a servir o País, dizendo, hipocritamente, servi-lo!…
    E denunciar, nada adianta! Os senhores instalados ouvem e fazem de conta… Veja-se o link:

    Enfim, os jovens em vez de se manifestarem – o que nada adianta! – avancem é para o PARTIDO DA JUVENTUDE PORTUGUESA para tomarem nas mãos o seu futuro e o futuro deste país! Só eles são a esperança da mudança! (Para base de um possível programa de governo sujeito, embora, a alterações mais radicais – PPP, Institutos, Ministros, Assessores e Deputados, Código penal, Lei da greve, Salários de gestores públicos, Subvenções dos partidos, etc., etc, – ver VISÃO, nº 940 de 10-16/03/2011.)
    Haverá por aqui alguém que os leve a darem o primeiro passo? E, entretanto, não é o FMI o único capaz de vir pôr ordem nestes governantes e políticos que (des)governam Portugal?»
    Estou convicto de que muitos subscreverão estas palavras. Eu subscrevo! Não poderia, nesta hora de crise, deixar de me associar ao que circula no facebook e não só. Goradas que foram as expectativas da formação de um GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL por Cavaco Silva, eis a voz, se não de todo, pelo menos de uma boa parte do povo:
    «E agora, Portugal?
    O PR, entrou pelo caminho mais fácil e mais favorável! Fazer um GOVERNO DE INICIATIVA PRESIDENCIAL, convidando os melhores, dava muito trabalho e poderia macular a sua “imaculada” aura. Assim, os outros que assumam a responsabilidade e que trabalhem! É: um bom emprego com o menor trabalho possível é o que é o do actual presidente! E o povo? – O povo que trabalhe ou… se trabalhe! Afinal, ao contrário do que dizem alguns sábios (conselheiros e líderes partidários – os únicos, com o PR, a quererem eleições!), teria sido simples: os partidos indicavam dois ou três nomes, o PR escolhia outros tantos e aí tínhamos um Governo de consenso. Enfim, os GRANDES HOMENS DEFINEM-SE NAS GRANDES DIFICULDADES! Infelizmente, Portugal não teve essa sorte!
    Posto isto, o que podemos – nós o povo! – fazer! Se o PR não quis meter as mãos na massa, se os partidos, nenhum merece credibilidade e, como já foi afirmado por muitos, não se vão renovar por dentro para a merecerem, só nos resta não ir votar: ABSTENÇÃO EM MASSA!
    Assim, forçaremos a revolução necessária para que esta democracia deixe de ser uma partidarite e se torne realmente democracia! E forçaremos um governo que ponha o país e os cidadãos e suas estruturas nos eixos! É que nada funciona, caramba! Todos a servirem-se e ninguém a servir o País, dizendo, hipocritamente, servi-lo!…
    E denunciar, nada adianta! Os senhores instalados ouvem e fazem de conta… Veja-se o link:

    Enfim, os jovens em vez de se manifestarem – o que nada adianta! – avancem é para o PARTIDO DA JUVENTUDE PORTUGUESA para tomarem nas mãos o seu futuro e o futuro deste país! Só eles são a esperança da mudança! (Para base de um possível programa de governo sujeito, embora, a alterações mais radicais – PPP, Institutos, Ministros, Assessores e Deputados, Constituição, Código penal, Lei da greve, Salários de gestores públicos, Subvenções dos partidos, etc., etc, – ver VISÃO, nº 940 de 10-16/03/2011.)
    Haverá por aqui alguém que os leve a darem o primeiro passo? E, entretanto, não é o FMI o único capaz de vir pôr ordem nestes governantes e políticos que (des)governam Portugal?»
    Estou convicto de que muitos subscreverão estas palavras. Eu subscrevo! ”
    Saudações!

  8. Pedro Barreto diz:

    Parabéns aos 435! A ver se conseguimos que da próxima sejam 10 vezes mais. E depois 100… Passo a passo vamos dar-lhes trabalho.…

    Já entreguei os meus impressos dos Censos: expliquei a quem mos recebeu o porque de ter descrito o meu trabalho na pergunta 30 acrescentando (à frente das aulas que dou e da carga horária das mesmas e da indicação que era no ensino superior privado) que exercia essa actividade contra a emissão forçada de recibos verdes, ou seja forçado a passar falsos recibos verdes. Na 32, à frente de «outra situação» escrevi à mão «falsos recibos

  9. Cecília Belo Matias diz:

    E já começou a dar frutos com as vossas e as nossas queixas que foram pelo correio !!!
    Também já ouvi dizer que esta estatística dos censos será a última no país, não entendo então o porquê da aplicação de uma multa a ser aplicada a quem não preenche-la…

    atentamente
    Cecília Matias

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