Contribuição espontânea

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38 respostas a Contribuição espontânea

  1. Ana B diz:

    Não pude ir, mas gostei de ver que afinal a consciência crítica dos portugueses não desapareceu. No entanto, o mais importante não deverá ser reduzido a um acontecimento, mas sim ter a possibilidade de ser materializado, é imperioso que o contributo de todos possa ser eficazmente transposto para a realidade. A construção e adesão ao movimento cívico, não é por si só suficiente para alterar o estado a que o Estado chegou, olhemos para o exemplo da Islândia, pois é fundamental que este país se erga de baixo para cima. E são as pessoas, aquelas que vivem no Portugal real, as que conhecem os verdadeiros constrangimentos e dificuldades, as diariamente são manietadas pelo sistema instituído, que deverão ser os agentes activos da futura mudança. O que deverá, então, ser mudado, alterado, erradicado, para que Portugal seja um verdadeiro País democrático, INDEPENDENTE e gerador de riqueza para Todos? TUDO…

  2. Abilio Silva Guimarães diz:

    eu fui
    Fiquei com a confiança de que algo vai mudar , obrigado a esta juventude pelo clique que deram ao povo português.
    eu fui
    porque quero continuar a lutar pelo futuro das minhas três filhas
    eu fui
    porque com 50 anos desempregado longa duração e beneficiário do RSI (103 Euros), continuo a acreditar que tenho direito a uma vida normal
    eu fui
    porque n podia faltar à chamada

    50 Anos desempregado de longa duração pai de três filhas….

    Durante anos as várias gerações pós 25 de Abril, foram embaladas com promessas e políticas cujo fim foi este labirinto de que não se encontra a saída. Foram gerações acomodadas com horizontes nebulosos e propagandísticos, gerações absorvidas e manipuladas enredadas nas teias que poder político teceu. Foram as gerações do crédito e consumo fácil para tudo e para todos.
    A manipulação foi tal que chegamos a esta altura e verifica-se que a libertação que os corajosos e jovens militares de Abril lutaram e conquistaram a um regime sanguinário e fascista deu origem ao nepotismo, á corrupção ao autoritarismo económico e outros males que hoje enfermam a democracia portuguesa com origem na classe política.
    Neste momento as gerações estão na rua, contestam as más conduta políticas, pela voz de uma juventude que em tempos muito difíceis, de ditadura atroz, soube lutar e que agora quer tomar novamente as rédeas da contestação clamando por justiça, igualdade de oportunidades e principalmente por um novo rumo nas politicas, sociais e económicas e para que Portugal de uma vez por todas arranque em direcção ao desenvolvimento e bem-estar de todos os portugueses.
    Portugal espera da juventude neste momento política e económica delicada, atitudes sensatas mas REEVINDICATIVAS, equilibradas mas contestarias e principalmente que não se deixem enredar em manobras subterrâneas que continuem nesta luta que se façam ouvir e que sejam firmes na defesa das suas ideias. Portugal precisa de uma juventude activa, basta de jovens subservientes. Lutem mas apresentem soluções para que um dia se diga VALEU A PENA

  3. Bruno diz:

    Eu Fui!

    Foi com grande alegria que constatei a enorme afluência da sociedade civil à manifestação. Tendo participado na de Lisboa foi na altura evidente que muita gente estava nas ruas mas não imaginei que o número chegasse às 200.000 pessoas na capital e a 300.000 em todo o território como foi veiculado pela comunicação social há apenas algumas horas atrás. Este facto leva-me a acreditar que o espírito Português está vivo e enche-me de esperança que o nosso País ainda venha a ser próspero.

    Como ficou demonstrado pela manifestação pacífica e ordeira de tantos milhares de pessoas, é possível construir movimentos cívicos de grande escala imbuídos de um espírito construtivo.

    Lamento não acreditar que a maioria das reivindicações legítimas da população que se manifestou venha a ser concretizada quer por este quer por qualquer outro partido no poder. Mas acredito que uma sociedade civil dinâmica e pro-activa como a que se viu hoje existir em Portugal tem o poder de regenerar o País anestesiado em que vivemos e transformá-lo num local justo, digno e onde se pense com o coração e não apenas com a cabeça. Porque não são apenas os partidos políticos que nos conduziram ao Estado em que estamos. É também a sociedade civil, cada um de nós que no dia a dia escolhe desviar o olhar do que não interessa, enfiar-se em Centros Comerciais a passear, sentar-se na cadeira do emprego olhar para o relógio como se estivesse a ser castigado por estar a trabalhar. Ou não. Como se viu também é possível vencer o comodismo do sofá, descolar os olhos da televisão e ter uma postura construtiva. Porque o País que queremos ninguém nos vai dar. Ele terá que ser construído por nós. Não apenas em manifestações mas também no dia-a-dia, momento a momento.

    É possível ter um País melhor. É possível SER uma sociedade melhor. Basta que o façamos. Não vale a pena esperar que sejam os partidos políticos que nenhum amor têm ao povo que teoricamente representam. Não vale a pena esperar que seja a Europa a puxar por nós. Teremos que ser nós, cada um por si e todos juntos a sermos tudo o que pudermos ser de forma a realizarmos o nosso potencial. Claro que é difícil fazê-lo se temos um Estado que nos suga o produto do nosso trabalho. Claro que é difícil fazê-lo se vivermos permanentemente num estado de conflito entre patrão e empregados, pais e filhos, esquerdas e direitas. Mas é possível alterar o estado das coisas. Basta querê-lo e pôr as mãos à obra. Com alegria, como diz o Jel. Cada um de nós tem um Jel dentro de si. Um Jel que pode ser diferente na forma mas que é idêntico no conteúdo. Porque tantas vezes o mais importante não é a forma como se diz mas o conteúdo do que se diz.

    Acredito sinceramente que este tipo de movimentos como o que assistimos no dia 12 de Março, uma iniciativa civil que nasceu de uma conversa entre 4 amigos pode ser uma inspiração para o que aí vem. Assim o foi para mim e por isso quero aqui deixar o meu humilde obrigado a estas pessoas que acreditaram numa ideia e tiveram a coragem de a pôr na prática. A ideia de que somos responsáveis pelo nosso próprio futuro e que é possível mobilizarmo-nos para melhorar o Estado em que vivemos.

    Estes jovens, nos quais me incluo com os meus 37 anos, chegarão um dia ao poder. A ver pelo que aconteceu ontem acredito que nesse dia veremos uma regeneração muito grande nos partidos políticos. Acredito que formaremos organizações dialogantes, atentas e sensíveis às dificuldades dos outros e de nós próprios. Acredito que formaremos organizações cívicas baseadas na honestidade e na cooperação. E acredito que nos esforçaremos por não sacrificar as próximas gerações como nós fomos sacrificados. Acredito em tudo isto pelo que vi hoje. Porque ontem vi uma sociedade de 300.000 pessoas unidas por uma causa comum. A darem voz à sua situação. A serem participativas num processo de mudança.

    Talvez ontem tenhamos de alguma forma vivido colectivamente a emancipação do 25 Abril de 1974. Talvez ontem tenhamos finalmente inscrito uma nova data. A data de 12 de Março de 2011. Um dia que foi possível pelo que os nossos pais fizeram no 25 de Abril. O que eles fizeram nesse dia permitiu-nos ter ontem a liberdade de nos exprimirmos como fizémos. Muitos jovens em vários países do Mundo não têm ainda este privilégio.

    Talvez agora esteja na altura de sermos nós a construir algo com a liberdade que nos deram em vez de esperarmos que sejam novamente eles a fazê-lo por nós. Por tudo isto não poderia deixar de concluir a minha modesta opinião sobre os acontecimentos de hoje sem deixar uma palavra de gratidão à geração dos nossos pais. Ao melhor da geração deles. Porque o pior da geração deles já vimos todos os dias na assembleia da república e na televisão.

    Hoje sinto-me orgulhoso de ser Português! Talvez pela primeira vez!

    • Sim, acredito em muito do que dizes e, por certo, que o 12 de Março de 2011 vai passar à história. Não como o 25 de Abril, mas mais como a data (qual terá sido) da primeira reunião do que veio a ser o MFA.

      Portanto, falta fazer um “novo 25/Abril”. E fazê-lo não é tarefa menos. Mas desde agora muita gente vai acreditar que é possível. E isso muda muita coisa.

      Se esse dia fosse o 25/Abril de 2011 isso seria ainda mais lindo.

      Ter contribuído para o 25/Abril e ver os resultados a que se chegou, é desolador… Sejam quem forem os protagonistas agora, é o menos (como o era então).

      O importante é, primeiro, acreditar, e depois organizar e fazer.

      Não será fácil, mas é possível.

  4. Maria João Horta diz:

    Porquê “Geração à Rasca” ?
    A analogia à palavra enrascar espelha na perfeição o estado da nossa sociedade e em particular do nosso país.
    Actualmente, os nossos jovens adultos que querem emancipação, autonomia, crescimento e contribuir como membros activos na sua sociedade estão literalmente privados e sujeitos a situações de precariedade tal que por si só os impedem de crescer. Numa sociedade em crescimento são utilizados todos e quaisquer recursos humanos, adaptando a qualificação e competências à função e responsabilidade a desempenhar. Se há jovens e membros activos na sociedade há que aproveitar todas as suas competências e forças para desenvolver e fazer crescer o país.
    Ora como é que podemos pedir aos nossos jovens que saiam da casa dos pais (tantos que já saíram) e que vão trabalhar, se não lhes oferecem trabalho e retribuição suficiente para serem independentes, autónomos e participativos?
    Como é que se pode crescer e criar riqueza, auferindo de 300€ a 1100€ mensais (lastimavelmente na melhor das hipóteses), independentemente das qualificações superiores, médias ou menores que os jovens possam ter?
    Os pais destes jovens, onde me incluo, vivem “com a corda ao pescoço” para conseguir educar, manter e ajudar os seus filhos a criarem bases mínimas e/ou máximas possíveis sustentáveis para poderem enfrentar o mundo com capacidade, dinamismo, trabalho, destreza e ânimo.
    Na época em que estes pais, com a idade deles hoje, tiveram a oportunidade de trabalho e de se valorizarem e crescerem, muitos aproveitaram esses “tempos áureos” não para criarem riqueza e desenvolvimento mas para matarem “a sede e a fome” de liberdade e de poder que no tempo dos seus pais (avós de hoje) foram privados. Os próprios governos que por lá passaram ou gostariam de passar, independentemente da ideologia que praticam, não estão ao serviço do país mas sim em busca de poder para si e para os seus (familiares, amigos, pagamento de favores, …).
    Aqueles que sempre trabalharam contribuindo para o desenvolvimento e crescimento do país, criando e educando os seus filhos, agora “à rasca”, têm no mínimo um sentimento de incapacidade, frustração e revolta. Enquanto muitos de nós já estamos no desemprego com 40 e 50 anos de idade, outros tentam “sobreviver” no trabalho até aos 65 anos sem formação profissional e/ou qualificação média ou superior porque não há dinheiro para investir na formação de recursos humanos.
    Tenho esperança que os jovens de hoje ao conhecerem o passado que tão bem reflecte o presente, sejam criativos, empreendedores e ensinem os seus filhos a competir saudavelmente com partilha de capacidades, competências, conhecimento e sabedoria, em nome de uma sociedade justa e activa.
    Acredito nos nossos jovens porque são fruto do nosso ventre, e que connosco ultrapassam barreiras e dificuldades todos os dias para chegarem a este “buraco” onde nos encontramos.
    São estes jovens que têm a responsabilidade de transformar a ganância e poder em trabalho, empreendedorismo e sabedoria e assim, criar verdadeira riqueza.

  5. Eu vou..

    Vou como vou a algumas reuniões do clube dos pensadores

    Vou como fui às manifestações do piolho em 1968 /70

    vou como fui defender o ultramar

    vou como fui aplaudir o 25 Abril

    vou como fui defender a Radio em Tenente Valadim

    vou como fui defender a rádio renascensa à Lousa

    vou como fui atravessar a ponte de D. Luis contra o Rasp

    vou como fui defender o 11 de Março
    e o 25 de Novembro.

    Vou porque estou solidário com esta geração a quem tudo prometeram

    até a liberdade de se libertarem dos valores que os “velhos” pretendiam a todo o custo incutir-lhes alertando-os dos perigos que corriam com o facilitismo e a politica de bordel que lhes prometiam.. VÃO PAGAR BEM CARO.. OS JÓVENS E TODOS AQUELES QUE SE PREOCUPARAM COM ELES……..

    CUMPRIMENTOS

    Vou como sempre tenho ido em defesa do meu país e de acordo com a minha consciencia.

    FARTO DE SER ENGANADO PELAS PROMESSAS DE CIRCUNSTANCIA..

  6. E a crise continua, hoje já foram anunciadas mais medidas de austeridade, e são sempre os mesmos a pagar pela incompetência dos políticos.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/03/crise-quando-nasce-nao-e-para-todos.html

  7. Daniel diz:

    Não consigo entender este país.
    Olho para o meu lado direito e só vejo colegas, amigos e conhecidos a queixarem-se do estado a que esta nossa democracia chegou.
    Colegas que se queixam que pagam mais IRS que aqueles que recebem menos…
    Amigos que se abstêem da vida em sociedade e que já não votam ou nunca votaram na vida…
    Conhecidos que têm um lugar seguro no emprego pois filiaram-se no partido…
    Olho para o meu lado esquerdo e vejo outros mesmos colegas, amigos e conhecidos a lamuriarem-se que isto está mau, e que ainda vai ficar pior…
    Colegas que só conseguem ver as suas injustiças, mas não as do vizinho…
    Amigos que até não discordam do geral deste manifesto, mas por não concordarem com o facto de não haver uma exigência politica, não vão e ficam em casa à espera que alguém faça o manifesto perfeito…
    Conhecidos que me perguntam por que é que vamos lá, se (no seu entender) não vamos conseguir nada…
    Olho para mim próprio e sinto a mesma revolta que os meus colegas, amigos e conhecidos…
    …mas não a mesma pacividade em relação ao que todos criticamos!

    Este movimento da Geração à Rasca teve o mérito (que não é pequeno) de nos mobilizar para um propósito comum!
    ACORDAR!
    Lembrar-nos que a democracia é feita por nós!
    Por TODOS nós!
    Há quem nos acuse de querermos empregos fáceis e bem remunerados…
    Há quem diga que são os maus profissionais que não conseguem trabalhos…
    Há quem ande por aí a brincar aos “jogos políticos”, quando este manifesto acima de tudo é apartidário!

    Tanto que criticamos (e bem) o que Salazar fez, o sr. “orgulhosamente só” em relação à Europa e ao Mundo…
    …mas nos dias de hoje parece que muitos de nós temos um Salazar cá dentro!
    Continuamos a queixarmo-nos “orgulhosamente sós” da vida que levamos ?!

    Obrigado João, Alexandre, António e Paula por organizarem este protesto da Geração à Rasca!
    Eu vou lá estar!
    E quando vos faltar a força para continuar, podem contar comigo pois não virarei as costas!

    Pela nossa geração!…
    Mas acima de tudo, pela geração nossos filhos, que já nasceram a dever dinheiro…
    …amanhã lá estarei!
    Amanhã faremos história!

  8. diz:

    Total apoio para esta geração à rasca! Se não houvesse outras razões, desde logo

    – porque me ENOJA ver desde Isabéis Stilweles a Miguéis Sousas-Tavares, e outros invertebrados, a fazerem troça e a verberarem quem trabalha e quem estuda, quem é honesto e digno – coisa que eles não são.

    – porque me ENOJOU ver os jovens em Viseu a levarem pontapé bofetada e a serem chamados “vadios da merda”, pelos boys do PS.

    e também

    – porque vivemos num regime de ladroagem, em que um Governo de bandidos analfabetos com cursos falsos rouba o Povo que trabalha.

    Que venham muitas mais até este Governo sair e a seguir se o próximo continuar a roubar, a mentir, a perseguir, a dar cabo de Portugal e a roubar a felicidade das pessoas!

  9. jorge costa diz:

    Há muito que deixei de fazer parte da “geração à rasca”, mas já é tempo que os jovens deste país despertem para o que lhes está a contecer! Durante estes últimos anos os diferentes governos têm feito tudo para criar uma juventude sem ideologia ( seja ela de direita ou de esquerda). É bom que os jovens acordem para o facto que o futuro lhes pertence e que tem se ser começado a construir hoje! Talvez sejam necessários novos paradigmas organizacionais para a sociedade do futuro e não vão ser as “velhas” gerações que os vão encontrar sem a ajuda da juventude.
    É preciso construir uma sociedade mais justa e mais digna, em que valores como a honestidade, amor e solidariedade não sejam só palavras bonitas +ara políticos dizerem em comícios…
    Um bem haja para todos vós e exijam o que vos pertence por direito de nascença.

  10. Madalena Crespo diz:

    Não há uma geração ‘á rasca’ – há um país! Cavaco Silva que caiu depois dos protestos na ponte – estávamos de 1995 – veio agora de uma forma ‘ como quem não quer a coisa’, apelar a um movimento cívico de contestação!…Achei hilariante, pq CS nunca foi de contestar nada e durante o 1º mandato foi o que se viu – uma desgraça!… Qto às manifestações, façam-se todas as possíveis, porque o povo português tem de se convencer de que o poder está nas suas mãos, não é nas mãos dos políticos!… Que este país está moribundo por causa da cambada de políticos que nos têm desgovernado e tem governado os seus negócios a seu bel-prazer, perante um povo que se apagou depois do 25 de Abril e se acomodou às políticas ilusórias que lhes taparam os olhos. Estamos em tempo de grandes mudanças, de mudança de mentalidades, de mostrar que o povo tem força, que sabe a diferença entre calar e falar, sabe a diferença entre honestidade e corrupção, sabe a diferença entre ignorar e estar atento, sabe a diferença entre ter medo e não se deixar intimidar, sabe que deve exigir da classe política, bem como olhar para as alternativas – as existentes e todas as possíveis.
    Sou funcionária pública, tenho 45 anos e não admito uma classe política que faz carregar nos mais desprotegidos e vulneráveis, a tarefa hercúlea de mostrar lá fora que este país tem futuro, à custa dos sacrifícios de ALGUNS, porque os outros, são os acólitos, protegidos, da facção ou da facção contrária, mas compincha, que arranja altos tachos em tudo qto é empresa, conselho de administração, empresa pública e por aí fora, já para não falar nas mordomias obscenas, acima das possibilidades reais deste país moribundo, pagas sempre pelos mesmos. Que país é este de brandos costumes, que se senta em frente dos PC’s e dos ‘Magalhães’ e brada a céu coberto o que deve ir bradar para a rua?! Vivemos numa pseudo-democracia ditatorial, em que, de forma indelével mas ruinosa se controla tudo e todos… É tempo de mudar, é tempo de dizer basta, é tempo de mostrar a força cívica supra partidária de um povo FARTO e ACORDADO!!! FINALMENTE!!!

  11. Nigell Costa diz:

    Ainda não consigo adjectivar este movimento. Para além de perceber algum desconforto com a situação que todos criámos com este modelo de sociedade- sim, todos – não vi até agora nenhuma proposta “séria” de solução dos problemas. Só vejo uma manif…

    Gostava de fazer umas perguntas a todos os “adeptos” deste monvimento:
    – Quantos daqueles que vão à manifestação votaram nos últimos anos?
    – Quantos daqueles que vão à manifestação têm os impostos em dia e nunca tentar fugir deles?

    São duas perguntas simples que servem para reflectir sobre a nossa culpa com a situação.
    Posso não concordar com o sistema, mas o voto é a oportunidade de expressão. Se eu não votar, não tenho moralidade para “de dizer mal” – é tão simples como isto. E por isso, eu voto. E sempre votarei. Se não votar estou a concordar com o sistema, ou melhor, estou a delegar nos outros o meu futuro.

    E os impostos? Quando voto estou a confiar em alguém o dinheiro que eu ganho para proveito de todos. Quam não paga impostos, ou tenta fugir deles, é cobarde. Não ajuda os outros mas, por outro lado, exige que o ajudem a ele.

    Por isso, manifestem-se, sim. Mas paguem impostos a que são obrigados. E votem para poderem “dizer mal”.

    • Carla diz:

      Eu Voto e sempre votei.
      Eu pago os meus impostos, tantos que, como tenho recibos verdes, ás vezes pago a segurança social e recebi zero. Sabe o que isso é?
      Sabe o que é ter de pagar casa, impostos e ter de comer na casa dos meus pais porque não tenho literalmente dinheiro para comer alguns meses?
      Sabe o que é querer ser mãe e não poder por não existir uma base economica que me permita?

      Então antes de falar pense e veja melhor a geração que se manifesta, porque muitos deles nem nunca trabalho tiveram PORQUE NÃO OS EMPREGAM! Ou empregam a recibos verdes como eu e têm a segurança social á perna.

      Ou se quiser metemos todos os nossos modelos 3 de IRS para os poder apreciar…sinceramente…

      • Nigell Costa diz:

        Carla, não me dirigi especialmente a si ou a pessoas na sua condição. Estamos completamente de acordo que esta sociedade é (está) uma merda. Também tenho casa, e dois filhos para criar, e sei o que são dificuldades.

        Eu só ainda não percebi é qual é a solução que estão a propor. Vão-se manifestar para fazer ver que as coisas estão mal? E…? E depois? Isso é alguma novidade? Mandamos os deputados todos embora na 2ª feira? Mandam-se todos os que mandam neste país embora? E depois? Ia para lá você? Eu?

        Esta manif faz-me lembrar aqueles que em tempos andaram nas ruas contra as propinas das faculdades. Diziam mal, mas não apresentavam soluções.

        Depois, o mais grave: este país É pobre. É pobre. Há muito tempo. E as pessoas (que não sei se a Carla se inclui neste grupo) não conseguiram perceber isso ao longo dos últimos 10/20 anos. O que é que isso gerou? Expectactivas altas. E o que aconteceu? Expectactivas goradas.

  12. M diz:

    http://avancadocentro.blogspot.com/2011/03/o-que-espero-de-amanha.html

    Há anos que se fala dos mesmos problemas, mas nada muda. Reformas ficam por fazer durante anos na Justiça, Função Pública e Educação. O Estado desperdiça dinheiro que não tem para mostrar obra e ganhar eleições. O próprio Estado finta leis que servem para promover a transparência e impedir a corrupção e o tráfico de influências.

    Os chefes da Função Pública não são escolhidos pela competência, mas pela filiação partidária, e nunca são responsabilizados por nada. O mesmo acontece nas empresas públicas. Em vez de termos gente com experiência e conhecimento, temos os “amigos” de quem ganhou as últimas eleições. Os partidos “do poder” enchem-se de políticos que não querem servir o país, só servir-se a si próprios com um tacho.

    No meio disto, o eleitor não tem grande alternativa. Os outros três partidos têm ideologias que a maior parte da população não subscreve. As mentiras (já nem são meias verdades) são o dia-a-dia da política. Normalmente, vota-se no “menos pior” dos cinco, tendo já pouca fé que ele faça alguma coisa do que prometeu.

    O que queria ver amanhã era uma grande mobilização da população. Uma demonstração de que não nos revemos na política que é feita neste país, que queremos que as coisas mudem.

    E o mais importante de tudo é que não acabe amanhã. Na manifestação vai estar gente de todos os campos ideológicos. Não a defender uma solução, mas a apontar um problema. É preciso que a mobilização continue. Que, depois de amanhã, cada um vá lutar pela solução que defende, envolvendo-se mais na sociedade civil e na política. Se, depois da manifestação, toda a gente se calar, ela não vai servir para nada.

  13. Hugo diz:

    Universitários querem trabalhar, não brincar que fazem algum!
    Abrem agora vagas, só para disfarçar, e se por acaso precisam de algum funcionário, fecham logo o concurso para meterem alguém da família!
    SUGIRO QUE QUEIMEMOS OS NOSSOS CURRÍCULOS NA PRAÇA PÚBLICA! , só em Portugal, se fores demasiado competente e profissional esquece! Tens demasiadas qualificações e ficas no desemprego! Só nos resta uma solução, EMIGRAR DE VEZ, e deixar este País afundar numa morte lenta sem retorno.

  14. Hugo diz:

    Nunca ninguém em Portugal disse a verdade!
    O mais divertido é que ainda votam nos que se governam a eles próprios! Claro que querem fazer o aeroporto e o TGV, porque quanto mais depressa endividarem o País, mais podem meter esse dinheiro nos seus bolsos e mais depressa podem fugir de Portugal a toda a velocidade sem nada acontecer.
    Querem lá saber, só perde quem fica em Portugal!
    Quando virem as empresas de sucesso e todos os Jovens com ideias a trabalhar e a ser produtivos noutro País…Azar! Pelo menos não são roubados por este governo! Até podem vender “isto” à Grécia ou à Espanha, que sempre dá mais uns trocos! MAS POR FAVOR, NÃO BRINQUEM COM A VIDA DOS PORTUGUESES! Sim, porque há portugueses de 1ª e de 2ª! E este Plano de Estagnação Nacional vai durar até 2013? Vai trazer a felicidade ás pessoas? Sim a uma ou duas, já é bom não acham? Portugal também é só Lisboa e ninguém se queixa. Mas o pior vai ser os Portuguesitos a partir de 2013 descobrirem que o esforço que fizeram até nem serviu de nada, pois só serviu para pagar os juros da dívida e não diminuir os gastos do Estado, uma máquina enferrujada, ultrapassada no tempo e nada eficaz! Porque estamos a pagar um sistema que não funciona e gera corrupção? PENSEM NISTO… Desemprego? Onde? Nunca existiu emprego com condições ao nível de uma Europa a que dizem que pertencemos! e aqueles que tem a sorte de trabalhar neste País estão a recibos verdes, um sistema ilegal mas que continua sem fim à vista! Vá! Vai tudo para as obras trabalhar para o aeroporto de Lisboa! Universitários esqueçam os vossos cursos, Portugal não precisa de vocês, não precisamos de gente com ideias, mas sim de mão-de-obra barata e que pague os impostos! Se quiserem podem ir valorizar outro País que eu não me importo… Sejam criativos, existem outros planetas à volta… Grrrrr!!! Não querem também que cães e gatos contribuam para as finanças? Acho que alguns políticos não merecem o ar que respiram!
    Este governo só promete uma coisa! DESEMPREGO! Pensem lá um pouco… não fará isto parte de um plano nacional? E quem poderá lucrar com esta crise? Acho que tenho a resposta! “Dividir para reinar” é isso que eles estão a fazer, 1º “afundar bem o País”, 2º “tirar o coelho da cartola”, 3º “Vencer as eleições”! Acho que qualquer Portuguesito devia chegar a essa conclusão, mas ainda não evoluíram o suficiente… Somos 630 mil desempregados, sem contar com aqueles que também estão desempregados e que não recebem fundo de desemprego. Estão à espera do que? No fim do ano seremos 1 000 000, em 2011 este número duplica por arrasto do sistema económico. A partir de 2020 o desemprego vai baixar devido a grandes vagas de mortalidade nesta nova profissão de sucesso!

  15. Menezes e Cunha diz:

    Uma iniciativa excelente. Parabéns.
    MAS, espero que saibam que Portugal tem gerações à rasca praticamente desde o 25 de Abril. Os vossos pais e avós foram-no. Porque acham que Portugal é (sempre foi?) um dos maiores consumidores europeus de anti-depressivos? Com outras características, temos um Povo (nós) à rasca há centenas de anos. Por esta e muitas outras razões devemos deixar a “geração” e passar para o Povo, todos os cidadãos.
    A segunda questão a equacionar é também por demais conhecida. Não é com manifestações ou greves que mudamos seja o que for. Assim, se não quiserem vir a ser e a dizer o que são e o que dizem os vossos pais e avós, tem/temos que ir mais longe.
    ‘Já ninguém’ acredita nas actuais regras do jogo democrático. São velhas, perdemos sempre! É preciso mandar embora todos os políticos. Para a rua. Já. Seguidamente dar novas regras à democracia. A pista pode surgir ao olharmos como os accionistas governam as suas empresas, os donos as suas pequenas empresas, as famílias a sua vida. Ninguém se descarta da tarefa e diz a estranhos ‘governe-me.’
    Expliquem-me porque precisamos de quem nos governe e por que tal teria de ser imutável?
    Menezes e Cunha

  16. Não tenho nenhuma especial simpatia por Cavaco Silva. Penso que o PSD é tão culpado como o PS pelo estado a que o país chegou. E que uma eventual “colagem” do PSD à Manifestação de 12/Março pode ser perigosa.
    Dito isto, achei interessantes estas passagens do discurso de tomada de posse do Presidente, que dificilmente podem deixar de ser consideradas um apoio indirecto à manifestação…
    Pode não se gostar de uma figura política, mas concordar com algumas coisas que ela diz…
    ———– Passagens do Discurso

    Mobilização da sociedade civil

    A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

    O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

    Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.

    É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.

    Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas. Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.

    É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

    Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe. (…)

    Apelo aos jovens

    … faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!

    Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

    Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.

  17. Protestar por não haver trabalho soa um pouco vago e é um dos pontos que alguns dos críticos usam para tirar sentido a este manifesto. É preciso ter em conta o panorama internacional. A classe política portuguesa não é responsável por toda esta situação.
    A meu ver é preciso pensar em soluções, é preciso pressionar!
    Há 8 anos que trabalho neste regime de recibos verdes, inclusive trabalhei para Estado (a falsos recibos verdes).
    Acredito que é preciso tomar medidas e acções mais concretas na luta contra o abuso do trabalho a recibos verdes com as actuais condicionantes para os trabalhadores. Já várias vezes me perguntei que efeito teria um protesto em que todos os trabalhadores a falsos recibos verdes não fossem trabalhar por um par de dias. É preciso saber o trabalhador a recibo verde não tem de justificar faltas. Aliás, é seu direito não ter de justificar essa mesma falta pois não é obrigado a cumprir horário nem a trabalhar no local da empresa sob ordens de uma chefia. E muitos não sabem disto! Ou temem perder o trabalho se o fizerem. Mas neste caso, se forem despedidos podem e devem recorrer ao tribunal de trabalho. Esse seria um protesto que gostava de ver que efeito teria. Mas para ter efeito, teria de ter a adesão de todos.
    Acredito que esta acção teria o efeito aproximado de uma greve geral e que, se todos os trabalhadores a falsos recibos verdes que fossem ameaçados de serem despedidos tomassem a iniciativa de apresentar queixa à Autoridade para as Condições de Trabalho, isto poderia de facto ter um enorme efeito na luta contra a precariedade.

    Existe uma página no site da Autoridade para as Condições de Trabalho para efectuar a denúncia:
    http://www.act.gov.pt/(pt-PT)/Itens/QueixasDenuncias/Paginas/default.aspx

    Resumindo… marcar datas para as quais todos os trabalhadores a falsos recibos verdes não vão trabalhar. Todos aqueles que sejam vítimas de represálias ou despedimentos… devem então denunciar a situação no site indicado.
    Voltar a repetir a mesma acção noutras datas para que não se fique por um dia só de modo a ter efeito.

    A experiência mostrou-me que só pressionado as entidades patronais se consegue fazer valer os nossos direitos. E se a via legal não funciona (infelizmente só actuam se formos falsos recibos verdes), indo através da ameaça de denunciar a todos os clientes e empresas clientes (contactando directamente as chefias das empresas clientes), das empresas que estão em falta e a não respeitar os nossos direitos. E este segundo método parece ser bem mais eficaz do que a via legal.

  18. Manuel Marcos diz:

    Tenho 24 anos, sou mestre em engenharia (IST), tenho um contrato de prestação de serviços (sou um falso recibo verde) desde Novembro e, muito francamente, não estou contente com a minha actual situação laboral. Mas em vez de me lamentar vou à luta pois sei que hei-de conseguir realizar os meus sonhos e aspirações. Por isso não me revejo n a fundamentação, nos propósitos e na natureza do manifesto e do protesto “geração à rasca”.
    Por várias razões:
    a) Há hoje, percentualmente, mais desempregados licenciados do que havia há apenas 5 anos atrás. Mas se olharmos para as suas formações de base, a maioria deles nunca teria um emprego na área em que se formou., mas os números também dizem que em média, os licenciados estão menos tempo na situação de desemprego e, quando encontram, ganham mais do que se não fossem licenciado.
    b) Eles não têm culpa, é verdade. Mas não culpo o “estado” por essa situação a não ser em dois factos: 1) por ter permitido que as universidades (públicas e privadas) oferecessem cursos cuja empregabilidade era (e será sempre) duvidosa e, 2) porque permite que as empresas se comportem de como os exploradores irresponsáveis, gananciosos e sem respeito pelos outros, tal e qual os infames “negreiros” do século XV (que, paradoxalmente, também eram “racionais” das suas escolhas e acções …).
    c) Sei que o mercado de trabalho foi, é e sempre será particularmente cruel para com os jovens. A taxa de desemprego dos licenciados não é maior do que a taxa de desemprego dos jovens em geral …. !
    d) Discordo profundamente da ideia de que um licenciado, qualquer que seja a sua área de formação base, seja um escravo … é um insulto a todos os que foram explorados, chicoteados, até à morte e a quem era exigido a vida sem nada receberem em troca a não ser o pouco que lhes davam de comer.
    e) Um licenciado, mesmo que em áreas inadequadas àquilo que a economia e a sociedade exige, é detentor de um activo, riqueza e/ou capital que lhe dão vantagem sobre todos os não licenciados. E estes são, infelizmente, muito mais numerosos.
    f) Tal como em todas as outras “épocas”, não vale de nada “carpir mágoas” contra o estado, a geração actual dos 40 e/ou dos 50, o mundo actual que não nos permite ter as mesmas oportunidades, etc, etc, etc. Foi sempre assim que cada geração olhou para a geração que a antecedeu…!
    g) Este protesto não é muito diferente do que dizer: “. Olhem … eu tenho direito a emprego garantido. Façam favor de mo dar! …” não!
    h) Este protesto só reproduz o padrão para o qual toda a geração que nos antecedeu aprendeu: em vez de olhar para o que pode fazer pela sua felicidade e bem estar quer e pede que sejam os “outros” (quaisquer que sejam…) a garantir que tenhamos o que desejamos. RECUSO ISTO!
    i) Inversamente, penso que estamos em melhor condição que a geração nos antecedeu. Sabemos mais, e, mais importante, sabemos melhor !
    j) Penso que o futuro não está garantido para ninguém e que”… there is no shortcut to hapiness…”
    k) Penso que o meu (nosso) futuro está nas minhas (nossas) mãos! Devemos isso aos nossos filhos.
    l) Quero também RECUSAR e DENUNCIAR a censura que estão a fazer aos textos que não vos agradam. O meu foi retirado há pouco…!
    m) Esta ATITUDE NÃO VOS DIGNIFICA. APENAS MOSTRA NÃO ESTÃO A SER SÉRIOS NOS VOSSOS NAS VOSSAS MOTIVAÇÕES.

  19. Daniel diz:

    Estou completamente a favor do protesto.
    Mas também me custa ver que este governo foi eleito em 2009 (sim há só dois anos) e que na altura a abstenção atingiu 39.4% (http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/abstencao-nas-legislativas-2009-atingiu-os-394-por-cento_1402638). Se calhar se grande parte das pessoas se tivessem dado ao trabalho de ir votar as coisas estariam diferentes hoje.

  20. AFS diz:

    Em Paris, também vamos protestar!
    Sábado, 12
    às 15h
    Embaixada de Portugal
    3 Rue Noisiel, 75116 Paris
    Metro: Victor Hugo

    http://www.facebook.com/event.php?eid=204096852949454

  21. Eu vou! Nas condições em que esta manifestação está agendada:

    «Este é um protesto: Apartidário, aberto a todos os partidos e a quem não tem preferência partidária; Laico, aberto a todas as religiões e a quem não tem religião; e Pacífico!»

  22. Joao Carlos Martins diz:

    nvadir uma reunião interna de um partido político, como aconteceu ontem em Viseu, é uma prática introduzida há 90 anos em Itália pelos “fascios” de Mussolini, como contou Bertolucci, e chama-se fascismo, com todas as letras, e o resto são cantigas, mesmo que ganhem festivais, aliás pelo mesmo método de votação, e com o apoio dos mesmos animadores de blogues que fizeram de Salazar “o maior português de sempre” e Álvaro Cunhal “o segundo maior”. Pasma-se, mas não muito, com a cobertura simpática que alguns jornais dedicam à proeza de tais arruaceiros, desculpando-os e promovendo-os : “só queríamos expor a nossa palavra, ter um espaço onde pudéssemos falar, já que ninguém nos ouve” . A canalha de Mussolini que marchou sobre Roma em 1922

    • Avelino Freitas diz:

      Tem uma abordagem errada, muito errada em relação a este movimento. De facto, caso este movimento desenvolva uma enorme adesão, corre-se o risco (pouco provável), de uma extrema direita que não tem expressão alguma, de aproveitamento sem consequências práticas . Mas a história até nos refere exemplos muito contrários ao italiano, ou não será assim?
      Vamos acreditar, esta enorme legião de jovens tem razões mais que suficientes para o protesto, e espero que adiram os milhares e milhares de jovens, sem cursos superiores.

    • Acho que nunca ninguém teve a coragem de invadir uma reunião da Legião ou da “União Nacional”, mas se tivesse, no dia seguinte nos jornais ou nada se diria ou o DN publicaria uma “carta de proptesto” no correio dos leitores que até podia ter um texto parecido com o do João Carlos Martins. Aliás, quando em 1969, em Coimbra, os estudantes interromperam uma sessão solene, e pediram para usar a palavra – e usaram, coisa que no Congresso do PS não lhes foi permitido – o que os jornais diziam no dia seguinte era parecido, com mais uns laivos de bancos ao serviço do estrangeiro, etc. Ah, e os jornais não foram “simpáticos” para os arruaceiros, pois não havia liberdade de imprensa. Agora há. Ao menos temos isso – por enquanto. Mas uns anos de Sócrates e talvez até isso se perca. Agora são só funcionários públicos discordantes (ou brincalhões) que são demitidos. Ah, e certos jornalistas que são silenciados…

    • Abilio Guimaraes diz:

      este senhor é ridículo porque só diz coisas ridículas, na sua anseia de putativo critico atroz, deste movimento sabe se lá porquê? tentou fazer uma brejeira analise de factos que se limitou a transcrever de outras paragens…ao falar de (“fascios” de Mussolini, ) etc etc para tentar defender concerteza o empregozito que tem….agride verbalmente meia dúzia de jovens…. queria -lhe recordar a interrupção do actual Ministro da Justiça em 1965 quando Américo Tomas estava discursar ou então do tão falado direito á indignação pelo Drº Mário Soares,,, DIgo-lhe francamente para olhar para o seu umbigo reflicta e depois comente….vc é um nabo—-

  23. Chamo a atenção para uma nova entrada no meu Blog que pode interessar aos manifestantes do 12 de Março, sobre “As revoltas nos países do Magreb e o 12/Março”:
    http://resprivata.blogspot.com/2011/03/as-revoltas-nos-paises-do-magreb-e-o.html

  24. acesso ao cartaz geração rasca em :

  25. Ana Sofia Cunha diz:

    Infelizmente não vou estar presente, estarei a trabalhar. sou das poucas que tem a sorte de ter encontrado um part time que me permite conciliar com os estudos. sou das poucas pessoas que neste momento está efectiva e sabe que 2 dias antes do fim do mês tem o seu ordenado depositado na conta. Poucas empresas dão esta oportunidade a jovens como eu! Tenho pena de não puder fazer parte deste protesto…de nao puder demonstrar o meu descontentamento perante o estado do nosso País…quem não estiver a trabalhar nao fiquem em casa, saia para a rua! a união faz a força! basta de governos a meter para o bolso! basta às mordomias dos lobbies politicos e partidários, pagas com o trabalho, o sacrificio de todos nós!

  26. Miguel diz:

    Ainda gostava de saber o que é que muda no nosso país por se ir para a rua dizer que não se gosta.
    Até parece que em Portugal alguém diz que gosta de alguma coisa.
    Toda a gente sabe que ninguém novo ou velho nunca está contente com nada e que toda a gente diz “a culpa é do outro” a ” culpa é do estado”.
    Ir para a Rua pela milionésima vez dizer a mesma coisa, que já toda a gente pensa e o que toda gente já disse não vai mudar absolutamente nada.
    Pensar em soluções pode sempre ser uma solução…

  27. Bolota diz:

    Que dia 12/03/2011 seja o 1º dias do resto das nossas vidas.

    Leandro

  28. A manifestação de dia 12 de Março deverá ter uma grande adesão para que os políticos sintam que o povo está revoltado com as politicas seguidas ao longo dos últimos anos, ninguém deve ficar em casa á espera que os outros lutem pelos seus direitos.
    dia 12 será o inicio de uma jornada de luta que se quer desligada de todo e qualquer partido, pois os partidos politicos todos sem excepção estão comprometidos com o actual estado em que o nosso país se encontra.

    http://brigadascinzacoelho.blogspot.com/2011/03/crise-quando-nasce-nao-e-para-todos.html

  29. MrCosmos diz:

    Bom, depois do esclarecimento (importante) que lançaram no post anterior, as minhas dúvidas dissiparam-se.

    EU TAMBÉM VOU!

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