Resposta ao convite do programa Prós e Contras – RTP

Exmos. Srs.,

Vimos pelo presente agradecer o vosso convite a participar no próximo programa Prós e Contras.

Entendemos, no entanto, não ser oportuno aceita-lo. Não nos consideramos representantes, muito menos líderes, de qualquer movimento e, ainda menos, de toda uma geração.

Até agora, 30.000 pessoas já aderiram, no facebook, ao Protesto da Geração À Rasca e estamos cada vez mais certos que, centrar o protagonismo numa ou nalgumas pessoas, só porque estão a dinamizar o evento, será extremamente redutor, tendo em conta a transversalidade do problema e a diversidade de situações de precariedade existentes.

Acreditamos também que, infelizmente, não vos será difícil encontrar testemunhos pessoais sobre diversos tipos de precariedade que afectam, não apenas os jovens, mas toda a sociedade portuguesa.

Agradecemos encarecidamente a vossa compreensão.

Disponibilizamo-nos também para vos prestar todas as informações, acerca da organização do Protesto, de que venham a necessitar futuramente.

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31 respostas a Resposta ao convite do programa Prós e Contras – RTP

  1. frederico vinhas diz:

    Os Media são a par com os politicos os maiores culpados do estado do nosso país. Não quero ofender os bons profissionais, porque também os há, mas 99% não contribuem minimamente para a evolução do nosso país… Pelo contrário, procuram quase sempre a polémica e entram constantemente num enredo de mediocridade de temas, argumentos e teatros lançados por esses mesmos políticos, esquecendo e desvirtuando quase sempre o verdadeiro cerne da questão.
    Está na altura de serem mais sérios e exigêntes para com a realidade e os interesses de um país e de uma Nação.
    A Tv é uma das maiores fontes de conhecimento e instrução do Povo…
    É esse mesmo Povo que vota nas urnas e elege os Drs que há 25 anos saqueiam Portugal!
    É altura dos Media/Jornalistas entenderem a sua importância na sociedade…

  2. Joaquim Correia diz:

    Parabéns! Foi uma atitude de um descomprometimento e coragem, nao terem aceite o convite. Parabéns por não terem cedido á veidade e não aceitaram o protagonismo de um protesto que consideram (e bem!) que é de todos. Foi pena é quem lá foi com direito a usar a palavra por parte dos jovens precários só terem dito asneiras e nos terem deixado muito mal representados. Mas enfim, dirigentes associativos…o que se havia de se esperar. Esses gajos acabam sempre acomodados a estagiar no gabinete de algum político até tentarem tb conquistar o seu tachito. É malta comprometida, enfim…
    Mas vocês estiveram muito bem em recusar! Continuem e contem comigo para mexer com esta merda de forma descomprometida

  3. fraktal diz:

    parabéns. é preciso coragem para recusar uma presença num programa com a audiencia do P&C. nisso concordamos: o colectivo encarna a liderança e enquanto tal assume uma força imparável. registamos a atitude, tão invulgar como descomprometida.
    desejamo-vos sucesso.

    à Liberdade

  4. A mim depois de ler tudo isto, só me apetece responder ao Miguel:
    Onde se vai buscar o dinheiro?! e que tal pensar um pouco que a EDP é a recordista dos lucros em Portugal e arrecadou mil milhões de euros? e se falarmos que ameaçaram aumentar os custos da electricidade para 14%, quando ano passado usaram a mesma estratégia para logo se sentirem à vontade e aumentar 4,5%?! No ano de 2010 usaram a mesma estratégia! Ora assim depois do susto dos 14% todos ficaram mais descansados! Isto é alguma coisa??? Subiu muito acima da inflacção! Depois e ainda, somos o único país da Europa a pagar contadores… um serviço que a própria EDP devia assegurar!… uma vergonha! para não falar como falaram já, da Galp e outras corporações que fazem o que querem, para enriquecer de uma forma tal, que estão a transformar este País num inferno!

    • Miguel P. diz:

      Olá Helena, obrigado pela sua resposta,

      Acho que também é assim que se constroi mais democracia, num espaço em que existe que discorde e onde nem todos têm a mesma opinião.

      Quanto à sua posição, eu concordo em parte, no entanto, mesmo que resolvesses todos os problemas relativos às corporações e a falta de controlo das mesmas, mesmo assim não te tornarias este país num país rico.
      Vou dizer uma coisa que talvez seja polémica, mas eu acho que existe um problema de mentalidade social em Portugal, os pequenos, os médios e os grandes empresários fogem geralmente aos impostos (ou seja independentemente do rendimento, sendo que os que tem empresas mais pequenas têm menos medo dos holofotes do midia), a maioria das pessoas aceita a Cunha como um meio lícito para meter pessoas, existem algumas coisas que são consideradas crime e que são vistas como de mal ao menos “condução assassina” por exemplo.
      Nós temos uma educação do tipo: “o estado é mau” e depois qualquer um se sente à vontade para lesar o estado, porque é “mau”.
      Outra coisa, que disto é bem exemplo é a própria manifestação, todos se queixam, ninguém assume as suas próprias falhas. E os políticos? Claro que os políticos têm culpa sobre o estado da situação, mas os políticos portugueses são apenas o resultado da educação “à portuguesa”. A prova disso é o funcionamento autárquico.
      Em Portugal as pessoas são honestas? Não arrisco a responder porque isso seria uma generalização, mas posso-lhe dizer que o problema é exactamente o contrário é o facto das pessoas enquadrarem determinados delitos, “como a fuga aos impostos” como actos que não representam desonestidade (e que de facto são), que se não existisse representaria 33, 56 milhões de milhões de euros a entrar, e não me digam que os pequenos e médios empresários também não o fazem, a não esquecer, representam 99% da economia.

      Aquilo que quero dizer é que todos os dias vejo quase toda a gente a ser complacente com Cunhas (favorecimentos ilícitos, como meter o primo a trabalhar no sector público, num forte ataque à méritocracia) e outras coisas.

      Quero também dizer que as associações e as manifestações fazem parte da democracia, mas quem quer fazer mesmo bem as coisas e mostrar que tem razão, mete-se na política e faz melhor. Esta é a solução, é na política que se decide, que se assumem soluções e se faz melhor,gende parte da juventude só manda bitates, mas queria ver alguma dessas pessoas a candidatar-se, ser eleito democraticamente e fazer melhor. Falar é fácil.

      Se o cerne da questão fossem os políticos já teria aparecido algum bom governo em tantos, ainda que tenham uma cota de responsabilidade.

      Deixe-me também dizer que o estado ter muito dinheiro não resolvia a situação em definitivo, porque temos, comparativamente com praticamente todos os países do mundo, funcionários públicos em excedente e não podemos empregar todos no estado.

      Devo também dizer que não sou rico, não sou político, sou um jovem que faz investigação científica, modéstia à parte, numa das melhores Universidades do país, que tive oportunidade de entrar num local com Cunha (como disse há cunhas para todos os escalões sociais) e preferi esperar e entrar para um sitio onde me escolhessem pelo mérito, também porque tive país que me ajudaram enquanto esperava o meu 1º emprego e francamente ainda bem, hoje estou num sitio bem melhor do que estaria se seguisse a rota do mais fácil.

      Eu acho que falar é fácil, mas que arregaçar as mangas e construir um país novo, sendo cidadão em pleno, tomando as decisões que se criticam os outros de não tomar, isso sim, aplaudia de pé.

      Quanto a EDP, também não me agrada os aumentos e não concordo, mas quanto aos lucros e aos prémios da EDP estes foram conseguidos fora de Portugal (sobretudo em renováveis) em competição com outros mercados que são liberais ao contrário do nosso.

      Agradeço a sua resposta, e peço desculpa, porque de facto a minha resposta é muito longa,

      Cumprimentos
      Miguel P.

      p.s. desculpe algum erro, escrevi isto de seguida.

      • Miguel… quem agradece a resposta e o debate interessante, sou eu. Já não sou uma jovem, mas aprendi algo: que um jovem Miguel me ensinou me ensinou:
        1º Ainda há jovens muito cultos e sensatos neste País
        2º não sabia como geriam os contadores no estrangeiro… e quando me refiro ao estrangeiro, é sempre aos Países do Norte, pois acho que são o exemplo de uma melhor e mais transparente Democracia.
        Tenho de rectificar e dizer que a EDP lucrou 50.000 milhões e quanto a renováveis, n´s já pagamos mais 40% na factura para isso. Um País com tantas dificuldades, encomenda à Dinamarca dois Pelamis no valor de 8 mil milhões cada um, para gerar energia das ondas… e o retorno, quando será feito?
        Paranão falar de outros exemplos, como submarinos.
        Quanto aos jovens, os mais inteligentes, salvo excepções emigram para terem condições de vida e de trabalho. O que antes se chamava a emigração dasmalas de cartão, agora chama-se “fuga” de cérebros… como diz, sem cunha, essa maldita, nada feito. Quanto ao estado do País deveriam ser os jovens a mudar as coisas… com a ajuda das essoas mais velhas e sabedoras… não espertalhonas, que grassam neste País, mas sim, sábias. De resto concordo com quase tudo o que disse e pergunto, por onde começar?! Vou deixar aqui dois links, ou se tal for impossível, endereço de dois artigos que escrevi, para não prolongar demasiado o comentário.
        Apesar do tom desassombrado e directo, se tiver paciência de ler, gostaria que me dissesse, onde estou errada… pois eu não vejo muita saída, tanto para Portugal, como para o resto do Mundo. Sou uma mãe preocupada com o futuro dos jovens e 2º um provérbio chinês o Mundo não foi herdado dos nossos pais mas sim emprestado pelos nossos filhos.

        Aqui e
        Aqui poderá ler o que penso, sobre como vão as coisas políticamente.

        Obrigada Miguel pelo seu comentário e esclarecimento. É a falar que nos entendemos.

        Os melhores cumprimentos e força na sua pesquisa!🙂

    • Miguel diz:

      1. Quem decide os aumentos da tarifa de electricidade é a ERSE. À EDP tanto lhe faz, não recebe o dinheiro agora, recebe daqui a uns anos com juros. Entretanto o povinho fica todo contente porque acha que está a ganhar alguma coisa com o negócio.

      2. Nos outros países pode-se não se pagar o aluguer do contador, mas paga-se a disponibilidade do serviço. Muda-se o nome mas não deixa de ser a mesma coisa.

    • Miguel P. diz:

      Cara Helena,

      O segundo e-mail não fui eu que o escrevi, estou identificado com Miguel P. e não apenas como Miguel.
      Na minha opinião o nosso problema começa na constituição, que é parte integrante da: “típica mentalidade portuguesa”.
      A constituição, 100% apoiada pelo PCP, BE e em parte pelo PS, foi feita por pessoas de extrema esquerda em 1975 (numa altura que Portugal quase virou uma ditadura comunista, que como se sabe, consegue ser tão má e tão mortal como as ditaduras fachistas), na altura até o PP dizia ser de esquerda, não fosse ter o pescoço a prazo.
      Esta constituição confunde direitos de vida com direitos económicos, ou seja, uma coisa é ter-se o direito a abortar ou ser gay, que não é pago por ninguém e só diz respeito ao próprio, outra coisa é ter-se direito a saúde tendencialmente gratuíta, que não é nem gratuíta, nem tendencialmente gratuíta, é paga e bem paga pelos nossos impostos, que de tão pesados que já são não permitem nenhuma privado criar emprego nem atrair empresas para Portugal. O mesmo se passa com a educação. Ou seja, existe uma clara diferença entre ter-se direito seja a fazer seja o que for que só nos diz respeito, ou ter-se direito a usar o erário público, esta diferença muito raramente é feita.
      Eu sou a favor do acesso universal a saúde, não sou a favor da saúde praticamente gratuíta, não faz sentido que alguém que ganhe, por exemplo 2000 euros, vá ao hospital e pague 20 euros por um transplante que custa ao hospital 20.000 euros.
      Na minha opinião, tanto a saúde e a educação deveriam ser pagas de acordo com os rendimentos de cada um e em compensação desses pagamentos, poderíamos por um lado pagar o dinheiro emprestado e por outro começar a reduzir os impostos de forma séria, porque é a única forma de aumentar o emprego, visto que somos um dos países do mundo com mais funcionários públicos por habitantes.
      Imagine-se que os estado alargava este sistema a alimentação, agora a alimentação passava a ser de graça, onde é que isto ia parar? E ninguém põem em causa que as pessoas têm o direito a alimentação, como a saúde e a educação e não é por isso que se deixa de se pagar o que se come.
      Outra medida importante é tentar passar os funcionários do público para o privado, existem, quer se queira quer não, e todos os números o mostram, funcionários a mais no estado, os funcionários públicos revertem-se em prejuizo para o estado, já que os seus ordenados são pagos pelo estado e os funcionários do privado, revertem em lucro para o estado, já que pagam impostos.
      Podemos culpar a Alemanha ou até a China pela nossa situação, mas a verdade é que ninguém nos obrigou a individar desta maneira, ninguém obrigou nenhum político a prometer aquilo que não podia fazer (situação que se arrasta desde o 25 de Abril), nem ninguém obrigou nenhum privado a comprar casas em vez de as alugar, somos o país da União Europeia com mais vivendas por habitante, incrível, não é? E é também um dos maiores motivos da ausência de mobilidade social.
      Muito dos problemas do que existe actualmente é culpa da oposição, Bloco, PCP e PP, por um lado o Bloco e o PCP dizem, as pessoas têm direito a tudo e esquecem-se de dizer, mas quando tiverem direito a tudo vão ver as suas empresas nacionalizadas e governadas pelo estado (que é geralmente estremamente incompetente na gestão das empresas) e esquecem-se de dizer, e os impostos vão duplicar e o PP que nos seus discursos de diminuição de impostos se esquece de dizer que menos impostos são menos regalias.

      Porque é que eu acho díficil a situação resolver-se?
      Porque à medida que a situação passa por se ser mais liberal e capitalista, mas da forma correcta, ou seja, baixa-se os impostos para aumentar o emprego no privado já que o público está saturado e quem entra é quem tem mais mérito, a nossa população torna-se cada vez mais de extrema esquerda, sem perceber muito bem que mais previlégios vão significar um estrangulamento das pequenas, médias e grandes empresas. Francamente preferia um estado que fizesse apenas o necessário e bem feito.

      Porque é que os países nórdicos e o Canadá conseguem dar tantos previlégios e porque é que isso não acontece no resto da Europa? Ou seja, tudo de graça?

      Vários factores, mas um essencial, tem oito a dez vezes menos habitantes por KM2 comparativamente com Portugal, excepto no caso da Dinamarca, mas neste caso a Dinamarca tem petróleo e tem uma região autónoma, chamada Gronelândia, que é dez vezes Portugal, é quase deserta e rica em minério, digamos que é o nosso Brasil do sec. XVII.

      Para se ter noção a cada mês e meio a nossa saúde custa-nos um submarino e eu sou contra compra de submarinos, tgv´s e outros investimentos públicos desnecessários, nesta fase da vida portuguesa.

      É a mesma coisa que eu ter uma família com uma dúvida enorme ao banco e estar a pensar comprar um plasma enorme.

      Outra coisa verdadeiramente impensável defendida pela extrema esquerda portuguesa, além claro, do apoio à ditadura comunista e paupérrima da coreia do norte, é que a RTP não deve ter publicidade, ora se a televisão pública pode fazer serviço público e ainda ter lucro com publicidade, tal como a SIC e a TVI, porque é que tem que dar prejuizo e ainda por cima de tantos milhões?

      Por exemplo na Justiça, porque é que não alteramos o nosso modelo, para o modelo anglo-saxónico, será coincidência que quase todos os países com o modelo anglo-saxónico tenham uma justiça super rápida e quase todos os países com uma justiça latina tenham uma justiça super lenta??? Bem todo o sistema judicial é contra isto, é uma questão de mentalidade, é o que eu digo…

      Por fim, sou a favor do direito às manifestações, 100% e se um dia isso estiver em causa eu vou a uma manifestação a favor disso. No entanto não apoio manifestações que só vão para a rua dizer, eu quero isto, eu quero aquilo, sem soluções e sem plano.

      E ao contrário do que as pessoas dizem, desde cerca dos anos 80 até agora, o nosso estado não se tornou mais capitalista, mas sim mais comunista, já que é próprio dos regimes comunistas que quem faz grandes negócios tenha que ser próximo de quem está no governo e infelizmente essa situação é bem comum no nosso país. O mérito não é minimamente valorizado, excepto para cargos muito específicos em que é necessário um currículo muito bom, ou em algumas grandes empresas.

      A maioria dos jovens não querem saber de política para nada, a palavra apolítico dá realmente vontade de rir, porque é na política e através da votação democrática que se mostra que se é capaz de fazer melhor e que não se fica só em casa a pedir que as coisas caiam do céu.
      Não se pode dizer que a política é isto ou aquilo, a política é aquilo que as pessoas democraticamente fazem ou não fazem dela. A política não é a voz do povo é a voz da maioria do povo, aceitando a minoria submeter-se à vontade da maioria.

      Neste momento não me revejo em nenhum partido a 100%, porque defendo que as liberdades devem ser garantidas, no ambito do aborto, orientação sexual, etc… cada um deve gerir a sua vida, mas que quando mete dinheiro, deve ser regulada consoante o necessário a cada um, para que não afecte as empresas e estas possam criar empregos.
      No entanto, não deixo de apoiar o partido que se encontra mais próximo dos meus ideias, que não é certamente o PS.

      Bem e é isto o essencial, ou mais do que o essencial, do que queria dizer…

      Cumprimentos
      Miguel P.

  5. PJ diz:

    Querem saber a verdadeira causa deste estado de coisas ? Querem aproveitar este evento para mostrar a todos a face da canalha imunda, que está a roubar as migalhas que ainda tinha decidido deixar, a quem é honesto e apenas pretende viver do seu trabalho ? Então arranjem forma de prolongar a manif e exibir em écrans gigantes por esse país fora o documentário Zeitgeist. Já agora, não se preocupem com violações de copyright pois é encorajada pelo próprio autor a divulgação pública. Estranho que não passe nas TVs ou nos cinemas, não acham ?

  6. Miguel diz:

    CAUSA E SOLUÇÕES- UMA BOA PERGUNTA PARA OS MANIFESTANTES.

    Boa Tarde,

    Parece muito bonito dizer que se organiza uma manifestação sem lider, apolítica e cada um com um manifesto diferente.
    Mas a minha questão é muito simples e pragmática, o que adianta ir para a rua dizer, não quero mais isto, não quero mais aquilo, alguém, nessa manifestação vai falar da CAUSA do problema, alguém vai arranjar uma SOLUÇÃO CONCRETA, para se arranjar MILHÕES DE MILHÕES DE EUROS, para se pagar ordenados mais altos aos Milhões de Jovens Portugueses? Alguém vai dizer como arranjar esse dinheiro e criar esses empregos???
    Reparem, eu posso ir para a RUA dizer, quero Carro novo, quero dinheiro para criar 3 filhos e aumentar a natalidade, quero emprego com ordenado alto, por eu dizer isso, isso vai cair do CÉU? A sociedade para nos dar algo em troca tem que té-lo. Alguém tem alguma solução para isso? Para esse dinheiro e esses empregos aparecerem?
    Até parece aquelas crianças que dizem ao pai, EU QUERO ISTO, EU QUERO AQUILO e não sabem de onde vem o dinheiro.
    E isto é uma exigência do tipo, EU QUERO QUE DE REPENTE APAREÇA EMPREGOS, CONTRACTOS E DINHEIRO, JÁ.
    Ainda assim, tendo em conta que os políticos levam a sério a manifestação, que é apolítica, Qual é a solução para acabar com a precariedade? Não se esqueçam que as pessoas de direita que vão à manifestação (visto se apolítica) tem soluções opostas às pessoas de esquerda que lá vão estar. Vão todos juntos mas todos pensam de forma contrária.
    Já ouvi a seguinte solução de pessoas de direita: aumentar a precaridade nos mais velhos para a diminuir nos mais novos? As pessoas de esquerda vão aceitar que os seus pais fiquem em situação mais precária, para eles receberem dinheiro?
    A solução não é dizer: “acaba-se a precariedade” e toda a gente fica, de repente, rica e começa a chover euros para pagar a todos os jovens portugueses para trabalharem com contractos de grande estabilidade, quando não existe, nem emprego nem estabilidade para isso.
    Não percebo uma manifestação sem SOLUÇÕES, acabar com a penalização legal do aborto é uma coisa diferente, é só legislar, neste caso é preciso Dinheiro e de onde é que esse dinheiro vai aparecer?
    Eu acho super interessante as soluções:
    QUAL A CAUSA E A SOLUÇÃO?
    SE ALGUÉM SOUBER ATÉ PODE SER QUE GANHE UM PRÉMIO NOBEL E COM O PRÉMIO DEIXE PARA SEMPRE DE SER PRECÁRIO.

    • koshba diz:

      Olha,pergunta aos gestores de topo,de alta gama(!) como é que se faz dinheiro.AO DIAS LOUREIRO , ao oliveira costa,ao cavaco professor.Passa-se as dividas privadas para divida publica e,agora estamos a pagar para eles,estúpido.Para o q é q keres a internet?para bateres punhetas a olhar para as putas a foder e veres futebolistas a suarem?Há mais para além disso…

    • Manuel diz:

      O Salazar quando chegou ao poder soube exactamente o que fazer; Recusou-se a fazer parte do governo se continuassem a endividar o país. Podem dizer o que quiserem, mas até certo ponto foi bom. Equilibrou as contas públicas e conseguiu safar Portugal da Segunda Guerra. Bem sei que o querem conotar com a extrema direita, mas o corporativismo é o sistema político utilizado pelos britânicos e Norte Americanos (Nossos principais aliados). Sou contra o fascismo, a democracia foi um passo em frente, mas não podemos ficar por aqui, a escadaria continua: Fraternidade verdadeira entre todos os homens é a solução; chamo-lhe Amorcracia.
      A minha pátria é Portugal, a minha família a humanidade.

  7. Gustei, iste vai conseguirr barralharr, mas que é que manda àqui? Apá Sóce…

  8. MrCosmos diz:

    Lamento, mas há que dizelo: Não foi apenas a ir prestar esclarecimentos de intenção no Programa “Prós e Contras” a que os promotores do protesto se recusaram. Recusam qualquer confronto ou esclarecimento de dúvidas a quem se questione se deva ou não comparecer. Tenho pena, conforme desabafo http://cosmeticas.org/110253.html

  9. João Moita diz:

    A Revolução do conhecimento está em marcha…
    O munda não mais vai ser igual…
    Os Proxenetas da Sociedade que se cuidem…
    Qualquer dia não têm lugar em Portugal, nem em outro lugar…

    • koshba diz:

      Por isso éw que o dias loureiro fugiu para cabo verde.10 mil milhões de euros,é obra!!!Agradece ao cavaco p+residente destes espertos e dos estúpidos,que só perdem,q votaram no gajo,o padrinho!

  10. Leandro diz:

    Pode parecer uma pergunta palerma…mas como faço para alargar os 30.000 pessoas que já aderiram, no facebook???

    Não sou da geração rasca, mas tambem eu com idade para ter juizo, estou arasca

  11. kropla kawy diz:

    na minha opinião deviam ter aceite o convite! talvez mais gente da nossa geração ganhasse coragem para fazer algo!
    a geração que está acima de nós (não só em idade mas também profissionalmente) vamos dá-la como perdida! aliás, está a gostar do que estamos a passar, não querem saber do que estamos a passar e como temos que passar! e isto tudo porque estão a lucrar com isso!

    deixo como exemplo, o último trabalho que tive; o meu “patrão” Hewlett Packard, o “nosso” cliente Galp Energia. negócio literalmente de milhões!
    e eu até nem me podia queixar muito, estava quase nos 20k ano, agora colegas que em portugal que faziam o mesmo e não chegavam aos 10k…
    no entanto tive que aguentar algumas vezes o trabalho de dois! até ao dia que me despedi! porquê? porque tinham que me dar mais! e o que me respondiam? não é possivel estamos em crise!
    mas não estão em crise! a HP não está em crise! a Galp não sabe o que é crise! a HP comprou a EDS e a 3COM! a Galp compra o que quer e bem lhe apetece! e nenuma delas apresenta resultados negativos ao final do ano! estão sim a aproveitarem-se de uma crise para crescerem! e acima de tudo para crescerem às nossas custas!

    e nesse país, portugal, mais ainda! eu em espanha ganhava quase o dobro que os meus ex-colegas em portugal, fazia o mesmo que eles! e lamento dizê-lo mas o meu custo de vida aqui não é o dobro de aí!
    mesmo assim, despedi-me! e aí? pois aí continuam a contar os euros para chegarem ao final do mês!

    poderia acrescentar que acima de tudo é um problema cultural, o português é um “ser” que se acomoda! e a prova disso é tirando o João Labrincha, o Alexandre De Sousa Carvalho, a Paula Gil, o António Frazão, somando 34,206 Attending + 29,673 Maybe Attending, que não chegam a 100k, num país de 10.7M, ninguém quer saber!

    nota relevante: em espanha as coisas não estão muito melhores que aí, estamos com um desemprego de 20%. o que me parece perfeitamente normal, uma vez que o espanhol não se “vende” por salários precários!

  12. josé cautela diz:

    E enquanto vocês se preocupam com o exactamente-correcto, outros foram ao programa falar, aplaudir a flexibilidade laboral, dizer que o que se quer é menos intervenção do estado. Passa a imagem de uma geração dividida entre duas ideias: a do trabalho com direitos e estabilidade e a da flexibilidade e precaridade mascarada pela eterna questão do mérito. Acho (vale o que vale) que era preferível que não tivessem optado pelo exactamente-correcto e fossem ao programa defender as ideias que formam a base do movimento.

  13. Parabéns pela tomada de posição! Antes de mais porque, cheio de lobos astutos habituados a câmaras, aquilo é um covil!!!

  14. Caros Amigos
    Antes de mais, felicito-vos o sucesso da iniciativa.
    Do meu ponto de vista, pese embora a extraordinária capacidade que estão a evidenciar para uma Mega Manifestação, uma de duas coisas irão acontecer:
    1 – Será inócua para o sistema instalado, uma vez que não há Líderes e, principalmente, tanto quanto sei, não há um Plano Político para o “dia seguinte”. As folhas A-4 vão espelhar os 10 milhões de ‘treinadores de bancada’ que todos somos, ou, como já li, seremos todos ‘autarquias individuais’. Sendo assim, será mais uma manifestação de protesto, semelhante a outras que, desde há décadas, não produziram qualquer efeito de mudança.
    2 – Será o prenúncio para levantamentos populares, semelhantes aos da Grécia.
    Uma e outra situação, ainda do meu ponto de vista, não servem o devir. Proponho-vos:
    3 – Um Plano empiricamente coerente, com lideranças ‘had hoc’ (é impossível, tanto quanto consigo imaginar, ser se outra maneira) desde a nossa Rua até ao nosso Distrito. E uma Direcção Nacional, claro.
    4 – Cumprida a fase constituinte, passaremos a ter a Democracia Política mais avançada do Planeta, tanto quanto conheço.
    5 – O endereço do Plano encontra-se em ‘título’ e fico ao dispor para qualquer contacto que queiram efectuar, nomeadamente através do meu e-mail pessoal antonio.a.mota@netcabo.pt
    Melhores saudações.
    António de Azevedo Mota

  15. Outro Manel diz:

    Prós e Contras – comentário revisto
    O Prós e contras foi um debate ameno, politicamente correcto,
    sinceramente decepcionante, esperava muito mais; salvam-se
    as declarações dos dois estudantes de Coimbra
    que foram
    bastante explícitos e contundentes, estando em sintonia com
    a dissonância que originou este movimento.

  16. Outro Manel diz:

    O Prós e contras foi um debate ameno, politicamente correcto,
    sinceramente decepcionante, esperava muito mais; salvam-se
    as declarações os dois estudantes de Coimbra que foram bastante explícitos e contundentes, estando em sintonia com a dissonância
    que originou este movimento.

  17. manel diz:

    A solução para a precariedade e falta de emprego é simples: 1. liberalize-se o mercado trabalho para TODOS: Acabem com os empregos para a vida, pois são os empregados mais velhas com contratos para a vida, quer sejam bons ou maus, que limitam a entrada dos jovens (até 35-40 anos) no mercado de trabalho; 2. Acabem-se de vez com os recibos verdes e façam-se contratos de trabalho decentes com protecções sociais (seg. social, s. desemprego, etc); 3. Permeiem-se os bons desempenhos; 4. Facilite-se o desemprego de quem não cumpre as suas tarefas. Com estas medidas simples vão ver que os maus desempenhos desaparecem e os empregos brotam por todo o lado.

    • Marco diz:

      Claro…e as entidades patronais que agora usam e abusam dos recibos verdes e dos contratos a prazo, vão com a corda ao pescoço, dizer:

      “Agora que o mercado de trabalho está liberalizado, já não temos razão para perseguir lucros obscenos e vamos trabalhar em conjunto para criar uma sociedade mais justa e equilibrada”

      Not!!!!

    • koshba diz:

      Para fascista estás muito perto,oh wise guy…Tenho uma grande pena de gajos como tu

  18. Adérito Vieira diz:

    Uau!!! viva a Democracia!!! que vergonha…

  19. Sónia Marisa Berdenhas diz:

    Parabéns !!!
    Eu teria respondido exatamente o mesmo !!!
    Será que não perceberam, mesmo, que o problema é geral ou andam á busca de audiencias ?!
    Pode ser que entendam que a ” geração á rasca” não é ” a geração rasca”
    Bem hajam
    Sónia Berdenhas

  20. Periodismo e Decadência é o simbolo da nossa geração dita moderna ,nascemos, morremos , costantemente ,no meio de vertigens dos acontecimentos e da instabilidade das ideias .os chamados Periodismos repreduzem.se como um cancro .
    À medida das exigências de uma sociedade moderna .Que rotulam de rasca ,Rasca é o nosso actual governo ,que faz e deixa todo um povo na precaridade …

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