Desemprego

Os dados do Desemprego do Instituto de Estatística Nacional:

http://www.ine.pt/xportal/xmain?xpid=INE&xpgid=ine_indicadores&indOcorrCod=0000593&

Esta entrada foi publicada em Contacto com as etiquetas . ligação permanente.

9 respostas a Desemprego

  1. Pedro Martins Braz diz:

    Eu não vou participar nesta “manif”. Querem trabalho? Pois o trabalho não é dado, não existe uma obrigação de ninguém nos dar trabalho. Se querem trabalho e não têm, então criem o vosso próprio emprego.

    Tenho 28 anos, trabalho desde os 18 anos. Tenho um curso superior e trabalho em duas empresas que eu próprio criei. São mais de 70 horas de trabalho por semana (é raro, muito raro mesmo, o fim-de-semana em que não trabalhe).

    Tenho um rendimento anual (isso é o que interessa para quem trabalha por conta própria) de aproximadamente 18.000 euros, mas muitos meses não compro nada (nem um bilhete de cinema sequer) porque não tenho dinheiro suficiente senão para pagar as contas. Não é muito para quem trabalha mais de 70 horas por semana. Mas é o possível, tendo em atenção que não devo nada a ninguém – nem ao Estado, nem a nenhuma empresa, nem a nenhum particular (não sou adepto do crédito). E se quero mais, tenho de aprender a fazer mais e melhor.

    Agora é difícil pensar que alguém pode ter emprego quando escreve “vês” ao invés de “vez”. As falhas da nossa juventude são tantas e tão graves.

    E depois ainda dizem que não têm dinheiro: quantos têm um carro novo (o meu têm quase 6 anos e tem de durar mais 2 ou 3 pelo menos); quantos têm telemóvel novo (os meus telemóveis sempre duraram, pelo menos, 4 anos); quantas viagens ao estrangeiro fizeram nos últimos 3 anos (em 3 anos fui duas vezes ao estrangeiro, uma das quais a Madrid, durante 3 dias); etc, etc.

    Falam contra a precariedade de trabalho porque nunca experimentaram a precariedade de ser patrão. Eu gostava de ter algumas pessoas a trabalhar nas minhas empresas, com contratos sem termo. Mas os contrato de trabalho sem termos são a morte de qualquer empresa em desenvolvimento. Ou temos empregados capazes e com vontade de trabalhar e cria riqueza ou então temos de aturar empregados o resto da vida (onde é que isto cabe na cabeça de alguém!!!) mesmo que se tornem desleixados, incompetentes e mesmo que rendam metade do que rendiam anteriormente.

    Pensem antes de fazer! “Manif`s” … vão mas é trabalhar (se não querem trabalhar para os outros, então assumam a RESPONSABILIDADE de trabalhar por conta própria).

    • Pedro Braz diz:

      Ah e quando se diz que somos a geração da casinha dos pais… mais uma vez isso apenas demostra ignorância absoluta.

      Apenas a geração anterior à nossa era a geração da casa própria. Em Portugal nunca foi habitual que os jovens tivessem casa própria. Quanto muito, casa arrendada (e mesmo assim, não era muito habitual).

      A propagação dessa ideia de casa própria apenas foi conseguida graças ao controlo dos juros (aquando da integração económica e monetária europeia) e o respectivo controlo da inflação, o que assegurou a explosão urbanística em Portugal e a concessão do crédito fácil (em parte, suportado por juros bonificados – situação que se existia a todos os contribuintes o pagamento de parte dos juros das casas que os jovens compravam, ao invés de se apoiar, por exemplo, os juros do investimento em bens exportáveis).

      A actual impossibilidade de muitos jovens contratarem um crédito à habitação deve-se principalmente às novas normas bancárias (BASILEIA II) e à insegurança do valor dos activos imobiliários.

      Certamente que todos nós sabemos que na década de 90 podia-se a hipoteca de um imóvel servia não apenas para garantir o pagamento do crédito à habitação, como o pagamento do crédito automóvel, do crédito das férias, etc, etc. Isso sucedia porque o valor do activo imobiliário (imóvel hipotecado) ira subir ao longo da vida do contrato de crédito bancário (principalmente, devido à subida dos preços de venda decorrente da especulação imobiliária). Ora, isso hoje já não existe, diga-se, felizmente.

      Por isso, antes de nos queixarmos que somos uns coitadinhos, devemos pensar um pouco na história recente deste país.

      E afirmarem que somos a geração mais qualificada é igualmente um erro. Somos a geração com mais licenciaturas (licenciaturas como a do José Sócrates, por exemplo, que apesar de não ser da nossa geração, licenciou-se na nossa geração). Isso pode ser interessante para as estatísticas mas não representa, necessariamente, um valor acrescido para o capital humano português.

  2. Excelente quadro, interessantíssimo de analisar! Não abramos os olhos enquanto é tempo, não!

  3. miguel diz:

    enquanto nos deixarmos enganar por estes srs. que só pensasm nas suas tripas e quando sairem do poleiro tem o tacho preparado para as suas reformas churudas.não vamos a lado nenhum.não sei porque é que as pessoas se queixam pois foram lá pôr este palhaço de segunda vês.já sabemos que as opções não são muitas mas temos que dizer não temos que nos unir sem confusões e mudar o rumo de um pais que está a ser governado por imbecis.temos que acabar com tanta merda de tanta burocracia de papéis,licenças,auturizações,etc.que toda a gente pague impostos mas com justiça não me venham hipotecar a casa ou o carro pela simples razão de eu não poder pagar 50 eurs. ás finanças.vamos lutar juntos para termos uma sociedade mais justa e quando os governantes não nos agradarem RUA–ELES SÃO IGUAIS AOS PRESERVATIVOS SÓ SERVEM PARA NOS?DEIXO POR CONTA DA VOSSA IMAGINAÇÃO.

  4. Apesar das estatísticas não explicarem tudo ou não nos conseguirem transmitir uma imagem real do país, não devem ser ignoradas. Aconselho todos a dar uma vista de olhos nos Indicadores Sociais do INE:
    https://docs.google.com/document/d/1YGZgX3vJBGkoa8iEwOmsiLF66Ts_dhKcGdkv5Yzb6R0/edit?hl=pt_PT&authkey=COum4KwH&pli=1#

  5. Please check your emails…

  6. Carlos Vieira Monteiro diz:

    Pois só que nessas estatísticas não está o trabalho precário ou escravo..e os falsos recibos verdes !!

  7. Pingback: Desemprego | Manuscritos Digitais

  8. Carlos Gonçalves diz:

    A Instituição família, que é um pilar fundamental para a manutenção das sociedades, está em vias de extinção. Querem acabar com a família e transformar-nos num rebanho de indivíduos com um chip implantado na cabeça. Estamos ás portas da escravatura moderna; subtil mas implacável. Eu vou estar em Lisboa e vou gritar contra esta situação. Temos que inverter a maldita pirâmide. Abaixo a escravatura! Viva a LIBERDADE! Queremos a paz, o pão, saúde e educação a sério.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s